a guerra dos reinos, vol. 03 de 03

O terceiro e último volume de A Guerra dos Reinos finaliza a série principal, bem como algumas paralelas. The War of The Realms conta com argumento de Jason Aaron e desenhos de Russell Dauterman. Quanto a The War of the Realms: Journey into Mistery tem argumento dos McElroys (leia-se Clint, Griffin, Justin e Trevis McElroy) e desenhos do português André Lima Araújo. Por fim, Dennis Hallum com Kim Jacinto e Ario Anindito são os autores de The War of The Realms Strikeforce: The War Avengers.

Adorei este crossover. Este volume tem bons momentos. Acção e humor.

cara – 0074

Uma cara e corpo cheios de penugem.

livros na palete – posição 002.2021

  • Demolidor, vol. 01 (3.ª série), compila os números da actual série do Demolidor nos EUA
  • Fabulosos X-Men, vol. 03 de 04 (prossegue a publicação da totalidade das 22 revistas da 5.ª série norte-americana de Uncanny X-Men.)
  • A Guerra dos Reinos, vol. 03 de 03 (último volume – finaliza a série principal, bem como algumas paralelas.)
  • A Guerra dos Reinos: Crônicas de Guerra, vol. 03 de 03 – conclui The War of the Realms: The War Scrolls e Gian-Man, apresentando ainda os 3 números de The War of the Realms: Spider-Man and the League of Realms.
  • Thor, vol 03 de 04 – continua a compilar a quinta série norte-americana de Thor. (informação obtida no site Bandas Desenhadas)

rio, vol. 3: carnaval selvagem de louise garcia e corentin rouge

Rio de Janeiro – Uma cidade onde a vida é uma luta!
O Carnaval está cada vez mais próximo e o Rio e as suas favelas estão em completa ebulição. Quanto a Rúben, vai recuperando com dificuldade da morte da sua irmã, enquanto gere a ONG do seu pai adoptivo, distribuindo víveres e medicamentos aos mais desfavorecidos. É nesse contexto, porém, que descobre que, no seu meio, a fronteira entre política, ajuda humanitária e criminalidade é por vezes muito ténue. Os seus amigos de infância transformaram-se em traficantes e o próprio director da escola com que ele colabora está ligado a Mozar, o líder do gangue local. À medida que se vai fazendo luz sobre os assassinatos da sua mãe e da sua irmã, Rúben enterra-se cada vez mais na obscuridade…

Bandas Desenhadas

Nesta álbum a qualidade mantem-se. História crua, demoníaca, sangrenta – apaixonante!

Tradução:

quando o cuco chama de robert galbraith

Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra – com sequelas físicas e psicológicas – e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…

Wook

Arrisquei-me nesta leitura e não fiquei desapontado.

É um bom romance policial com uma personagem principal cativante que se movimenta num interessantes enredo.

Foi uma boa aventura.

Tradução: Maria Georgina Segurado e Rita Figueiredo

revista amanhecer #38

Cá está a nova Revista Amanhecer #38 (2020) que contém uma história minha.

Uma vez mais a Revista Amanhecer revela-se imprescindível ao espelhar as inúmeras faces do Agrupamento de Escolas de Barcelos. Com conteúdos mais que sumarentos é uma leitura obrigatória.

Uma lufada de ar fresco.

causas e consequências

Quando algo nos ocorre que foge à rotina tentamos encontrar o acontecimento catalisador desse evento. No meu caso é a compra e utilização da bicicleta elíptica – que não existam dúvidas.

Desde essa altura tive uma crise de gota no pé direito; tenho frieiras nos dedos dos pés e kaboummm uma tendinite da coifa.

O que me vai mais acontecer? Não sei. Na dúvida vendi a bicicleta.

fragmento.000481

A infâmia atrai as cumplicidades: Mengele foi solto pelos americanos, talvez ajudado pelos ingleses, escondido por frades, protegido pelo ditador do Paraguai. Sem dúvida, não é o nazismo a única barbárie existente neste mundo, e hoje condenar a violência nazi, que deixou de constituir uma ameaça, serve a muitos para esconder outras violências, cometidas sobre outras vítimas de outra raça e cor, e para assim se porem em paz com a consciência mediante uma profissão de fé antifascista. Mas também é verdade que o nazismo foi um apogeu, um cume inultrapassado da infâmia, o mais estreito nó que alguma vez se travou entre uma ordem social e a atrocidade.
Danúbio de Claudio Magris (página 103)

pois sim!

Ela entra no quarto e vê-me deitado na cama, embrulhado em duas mantas, a olhar impávido, concentrado ao máximo, para o ecrã preto da televisão, de cenho franzido.

“O que estás a fazer aí pasmado a olhar para a televisão?”

“A ligar a televisão com o poder da mente.”

“Não estás com muita força mental! Ah! Ah! Ah!”

“Muitas interferências. Muito wi-fi a atravessar-me o corpo”, e nessa altura estico o meu braço direito e arrojo um rrrrrrrrrrrrrrrhhhh. Ela virou-me as costas e saiu do quarto suspirando um longo “ó nossa senhoraaaa.” Ela quando suspira consegue ainda ser mais sensual. Um dos meus objetivos diários é conseguir da minha amada o maior número de lamentos doces e melodiosos. E a televisão continua em preto.

Recupero o livro, Quando o Cuco Chama, escondido pelas mantas, e recomeço a leitura.

Algum tempo depois ouço passos. É ela a aproximar-se do quarto. E o que vê quando entra? Uma pessoa deitada na cama, embrulhada em duas mantas, a olhar impávida, concentrada ao máximo, para o ecrã preto da televisão, de cenho franzido. “A sério! Vais continuar com essa parvoíce?”

“Sei que vou conseguir em breve. Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrh. Já eliminei alguns dos ruídos de fundo. Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrh.” E não é que a televisão acordou e exibiu orgulhosamente o seu logotipo antes de colorir o quarto com cores 4k.

“Satisfeito?”, disse ela ao atirar o comando da televisão para cima da cama enquanto abandonava ondulantemente o quarto.

Afinal tenho muita força mental, pois sim.

fragmento.000480

O arquivista de ofensas [1] regista com agrado a corrupção da vida, que também a ele o riscará do mundo, mas que do mesmo modo e sobretudo apagará todas as vilezas. A universalidade da morte corrige a da estupidez e a da maldade. Mas todo o livro escrito contra a vida, disse Thomas Mann, constitui uma sedução no sentido de a viver; por trás da persistente negação oposta por Thrän à maldade das coisas há também um pudico amor pela realidade, pelo riso e pelas ruas que ele media com inabalável precisão. Talvez o amigo sincero da vida não seja o pretendente que a corteja com adulações sentimentais, mas o apaixonado infeliz e rejeitado que se sente expulso dela, escrevia Thrän, como um velho móvel fora de moda.
Danúbio de Claudio Magris (páginas 88/89)

[1] Georg Karl Ferdinand Thrän (1811-1870) foi Mestre construtor da catedral em Ulm (Ulmer Münster).