aquila non gerunt columbas

Estavam, certo dia, um escorpião e um cão na margem de um rio.
Ambos ansiavam passar para o outro lado. Se para o cão a tarefa não levantava, aparentemente, qualquer problema, para o escorpião o desejo seria difícil de concretizar, pois não sabia nadar. Assim, questionou o cão:
— Levas-me nas tuas costas para a outra margem?
— Achas que sou tolo. A meio do caminho espetas-me o ferrão e morro envenenado. – retorquiu o cão.
— Como. Se eu fizer isso morro também. – justificou-se o escorpião.
O cão abanou, então, a cabeça em sinal de concordância.
O escorpião saltou para as costas do cão e iniciou-se a travessia do rio.
Durante a travessia o escorpião, sem mais, espetou o ferrão injectando no cão veneno mortal. Admirado, o cão, só teve tempo de dizer antes de morrer:
— Mas assim vamos morrer os dois.
— É verdade, mas não o pude evitar, faz parte da minha própria natureza.


Não sei onde li isto. Não sei como isto veio parar aqui.

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