nascimento

E pronto. Eis-me nascido.
Cheio de sede e fome.

pág. 179

António Gedeão, Poesia Completa
editor: Sá da Costa, Lisboa, 1968

2 respostas
  1. paxo
    paxo says:

    Já deu para reparar que dos teus autores de eleição, a grande maioria tem as suas obras marcadas pelo cepticismo e pela ironia. Isso é um acto controlado (do tipo só lês esse tipo de autores) ou é um acto casual (do tipo lês de tudo, mas dás especial atenção a esses, pelo gosto na sua obra)?

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  2. paulo brito
    paulo brito says:

    Desde que aprendi a ler fiquei fascinado pela magia das letras.
    Com 11 anos apenas tinha lido histórias de Enid Blyton e outras que tais.
    Mais tarde, pelos 12 anos, descobri um tesouro em Barcelos: o depósito da biblioteca itinerante Calouste Gulbenkian. E alegrias das alegrias eram fileiras de livros de encher os olhos. Fiquei completamente atordoado e cego; e como tal decidi, pragmaticamente, começar a minha leitura por ordem alfabética. A letra A foi o início de grandes e deliciosas descobertas. Portanto é liquido concluir que não fiz qualquer escolha nos livros ou nos autores a ler. Lia prateleira por prateleira, mas sempre por ordem alfabética. Claro que com o tempo fui gostando mais de certo autor em detrimento de outro. Fui apreciando um tipo de escrita, um dado tema em oposição a outros. Mas isso foi um processo de selecção muito natural.
    Passados, que são mais de 15 anos, já filtro as minhas leituras, sem nunca deixar de estar aberto a novas sugestões.
    Gosto da ironia, do questionamento de ideias. Para mim, discutir sobre sexo, filosofia, cinema, Deus. é equivalente: “God is just a theme, nothing more”.

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