bits existenciais

Balian of Ibelin: You go to certain death.
Hospitaller: All death is certain.

from Kingdom of Heaven

A morte é um acontecimento certo de data incerta.
Não pedimos para existir. A nossa existência ou foi devidamente planeada ou foi uma contrariedade.
A verdade pura e simples é que existimos por uma decisão ou acontecimento unilateral. Não o podia ser de outra forma.

A vida deveria funcionar para trás como diz o meu amigo Sir P. parafraseando Woody Allen, “começamos como velhos e deixamos de viver numa grande explosão orgástica“.

Quando andamos cansado, fartos de remar contra a corrente vem-nos à ideia a possibilidade de recorrer ao uso do livre arbí­trio dado por esse Deus inexistente e definir o nosso prazo de validade. O suicí­dio é o crime supremo. Uma bofetada na face de Deus. Não pedimos para existir. Mas podemos decidir quando, como e onde deixar de ser.
O que nos obsta a isso?

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