Archive for month: Fevereiro, 2007

exposição star wars

26 Fev
26.02.2007

Fui e ele, o sujeito bué de robusto, para o forte, gordo, ver a exposição Star Wars à Exponor.

Ele levou a SUA máquina e as fotos dos nerds ainda estão com ele.

E nestas coisas é mais fácil enfiar um camelo pelo buraco de uma agulha do que ver as fotos.

Pode ser que esta exposição anónima, mas pública sirva de alguma coisa. Não disse o nome, mas aponto é ELE!??!

passagem para o passado

21 Fev
21.02.2007

– Não confio em si – disse ele, simplesmente.
Não podia culpá-lo por isso. A confiança era um bilhete de ida para o cemitério.

Uma obra excelente e de muita fácil leitura.
Uma tristeza esta colecção ter terminado. Isidore Haiblum é um escritor que merece ser lido.


Isidore Haiblum, Passagem Para o Passado
título original: Transfer for Yesterday
tradução: Alexandra Santos Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta (n.º502), Lisboa, Jun. 1999
citação: página 13

Uma coisa curiosa no meu trabalho: fica-se perpetuadamente solitário num mundo em que a solidão é a mais rara das mercadorias.

Brian W. Aldiss, Renascimento
título original: Earthworks
tradução: Clarisse Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta (n.º480), Lisboa, Jul. 1997
citação: página 29

ambiguidade

11 Fev
11.02.2007

Jerry: I was the best man to a wedding one time, that was pretty good. Pretty good title, I thought, best man. I thought it was a bit much. I thought we’d have the groom and a pretty good man. That’s more than enough. If I’m the best man, why is she marrying him?

from imdb

Qual a razão para estar estabelecida a ideia de vestir-se um bebé masculino de azul e um bebé feminino de cor-de-rosa?
É por causa da ambiguidade sexual dos bebés.
Olhamos para o bebé e no nosso indulgente e obstinado decoro social dizemos:
“Que linda menina/menino.” pois, congenitamente, temos a certeza de que a roupa denuncia de forma clara e inequívoca o sexo do bebé.
Não esperamos que os pais quebrem este acordo social para deixarem alguém com cara-de-pau. Assim como temos como provável, tal Constanza, que as pombas, rolas, rolinhas, pássaros, passarinhas levantem voo no último segundo antes do atropelamento.
Não é adequado que os pais no choque apaixonado pelo nascimento do descendente decidam ser modernos. Vanguardistas.
Esse acordo não pode ser quebrado. Isto não pode acontecer:
“Não é menina. É um rapaz.”
“Ahh, pois mas está vestido de cor-de-rosa.”
“É, pois, mas nós não ligamos a isso.” Ligam a isso, pensamos nós, mas receberam a merda dessa roupa de um daltónico ou de alguém com um sentido de humor de mosca morta ou de alguém que a comprou com 24 meses de antecedência.
Este descaramento, que deve estar previsto como crime numa futura revisão do Código Penal, e que origina um abanão na nossa fé pelas regras sociais, serve, apenas, de mórbida satisfação aos restantes basbaques que admiravam o puto sem saber na verdade se era um puto ou uma menina.

water face

04 Fev
4.02.2007

happy face of my daughter in her daily bath.

lucas 1:35

03 Fev
3.02.2007

“And the angel answered and said unto Mary, The Holy Ghost shall come upon thee, and the power of the Highest shall overshadow thee: therefore also that holy thing which shall be born of thee shall be called the Son of God.”
– Luke 1:35

Nunca absorvi a ideia de Maria poder engravidar sem sexo e como diz Zits “Os adultos são mesmo esquisitos. Gostam de acabar com o que dá gozo.” E o sexo é um gozo. Gozo pelo sexo e o gozo do sexo.
Compreendi, mais tarde, que Deus fez a primeira inseminação artificial.

A história não seria mais graciosa ter sido José o portador da semente e que num momento de suada explosão divina engravidasse Maria.

A capacidade de assombro está disponível para toda a gente. Mas a maior parte das pessoas receia-a.

Brian Aldiss, Criptozóica
título original: Cryptozoic
tradução: Alexandra Santos Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta (n.º506), Lisboa, Out. 1999
citação: página 25
isbn: 972-42-2461-9

renascimento

03 Fev
3.02.2007

Estou em boas relações com os mortos. Embora já não houvesse espaço para eles em terra, como era costume antigamente, guardo vários na minha cabeça – na minha memória, evidentemente.
(…) Neste livro irei sepultá-los de novo.

Brian W. Aldiss, Renascimento
título original: Earthworks
tradução: Clarisse Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta (n.º480), Lisboa, Jul. 1997
citação: página 7

o aborto e eu; eu e o aborto

02 Fev
2.02.2007

Tanto posso votar SIM como posso votar não.

E porque não votar SIM?

© 1999.2018 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera