diamante de sangue

Diamante de Sangue não sendo um filme sobre a guerra é pelo menos um filme com guerra – guerra civil. Não pode, por isso, deixar de ser um filme violento e chocante. Choca ver crianças transformadas em máquinas automáticas de matar.
Felizmente não se perde em mostrar os horrores da guerra per si.
Leo tem evoluído e neste filme prova mais uma vez, tal como tinha acontecido em Entre Inimigos, que é um Grande actor. Está excelente numa personagem que sofre de uma dualidade inconsciente de sentimentos. Mas como pode um mercenário, um assassínio frio ser bom ou ter pensamentos bondosos?

Djimon Hounsou move-se sem problemas numa personagem unidimensional e com um forte motivo para existir e sobreviver: encontrar a sua família e o seu filho Dia Vandy, que irá um dia ser médico. A sua coragem, a sua esperança de ter “ainda” uma vida feliz é o que nos dá “força” para “aceitarmos” a violência do filme.
Ao contrário de Apocalypto que se perde em exibir apenas sangue, sangue, mais sangue e mais sangue. Diamante de Sangue não precisa para contar uma boa história de viver de exibições gratuitas de sangue ou nudez. Sabemos que Danny Archer e Maddy Bowen cederam às tentações da carne e isso basta para a história.

Um filme a recordar. Um realizador (Edward Zwick) a ter em conta. Quem não se lembra do Último Samurai.

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