Archive for month: Junho, 2007

Os velhos sonhavam com o passado e os jovens com o futuro, mas o presente era eterno.

Poul Anderson, Os Caminhos das Estrelas
título original: Star Ways
tradução: Alexandra Santos Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta(n.520), Lisboa, 2000
isbn: 972-38-1836-1
citação: página 105

como? para onde isto caminha…

21 Jun
21.06.2007

Soube hoje pelo Jumento que o blogger Do Portugal Profundo foi processado pelo primeiro-ministro português.
Estranho que o mesmo não tenha sido feito com o Público que até à pouco tempo mantinha um “Dossier Sócrates“.
Como já disse, e repeti numa nota de rodapé, este Portugal é cada vez mais um país disfuncional.
Revejo com tristeza, a uma velocidade de cruzeiro, os meus pensamentos nos posts do Jumento.
E cada vez concluo pesarosamente que gostava de viver na caverna platónica iludido pelas sombras da realidade sem a perceber na sua totalidade. Viveria, assim, alegremente porque ignorante.

anacronismos?

15 Jun
15.06.2007

A leitura de livros de ficção-cientifica escritos em tempos idos, mas não tão idos como os de Jules Verne, revelam por vezes engraçados anacronismos(?). E coloco a identificação do ponto de interrogação (?) porque não são verdadeiramente anacronismos.

O caso mais recente foi descoberto com a leitura de “O Espaço Exterior” (1958) de A. Bertram Chandler, publicado entre nós pela editora Livros de Brasil (Argonauta n.º 519, página 127).

Calver permaneceu sentado até ela se dirigir para o quarto, e em seguida, dirigiu-se para o reprodutor de som. Deu uma vista de olhos pelas gravações, e seleccionou uma cassete chamada “Luzes suaves e música doce”. Inseriu-a na máquina, rebobinou-a, e depois pô-la a tocar.

página 127

(…) recordou-se de algo que tinha lido acerca de uma das antigas guerras da Terra, um daqueles conflitos fúteis que tinham sido realizados, num outro país, entre duas grandes potências cada qual convencida que tinha uma razão própria e essencial. Tinham perguntado a um camponês o que pensava ele sobre isso. E o homem respondera, amargamente: – Que diferença faz para um pouco de relva se é comida por um cavalo ou por uma vaca?

A. Bertram Chandler, O Espaço Exterior
título original: The Rim of Space
tradução: Alexandra Santos Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta(n.519), Lisboa, 2000
isbn: 97238-1835-3
citação: página 89

a relva que nos é dada a comer

08 Jun
8.06.2007

(…) recordou-se de algo que tinha lido acerca de uma das antigas guerras da Terra, um daqueles conflitos fúteis que tinham sido realizados, num outro país, entre duas grandes potências cada qual convencida que tinha uma razão própria e essencial. Tinham perguntado a um camponês o que pensava ele sobre isso. E o homem respondera, amargamente:
– Que diferença faz para um pouco de relva se é comida por um cavalo ou por uma vaca?

A. Bertram Chandler, O Espaço Exterior
título original: The Rim of Space
tradução: Alexandra Santos Tavares
editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta(n.519), Lisboa, 2000
isbn: 97238-1835-3
citação: página 89

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