leituras…

01 Fev
01.02.2008

Até algum tempo, digamos 3 anos, ler obrigava-me a terminar a leitura de qualquer livro. Mesmo aquele sensaborão. Mesmo aquele que era mastigado. Enfim, ruminado. Sentia uma obrigação moral.

E, assim, como quem não quer a coisa, lembro-me da Bíblia de Barro. A escritora a páginas tantas entende escrever sobre nada à semelhança do coleccionador de silêncios (Heinrich Böll, Contos Irónicos, Colecção Livros de Bolso / Série Grandes Obras nº 346, Europa-América) que gravava silêncios. Sem apelo nem agravo, avanço 500 páginas e, “puf” tal telenovela, percebo facilmente que não perdi nada do enredo e descubro que o livro tem um fim “simpático”.

Hoje continuo a ler se me der mesmo prazer fazê-lo. De que vale a pena dar seguimento a uma leitura que a priori não me começou a agradar. E não me digam que é precisamente a mesma coisa ver um filme que nos descontenta. Falo de um filme visto no cinema, com 1 litro de pepsi e 3 quilos de pipocas. Por favor. Um filme dura em média 90 minutos.

Um bom exemplo. Ontem, iniciei a leitura de O Sentido da Noite, de Michael Cox e logo às páginas 22 senti que aquele livro me ia agradar.

Escrevo isto porque à cerca de 3 semanas tive uma saudável discussão, como o são todas as discussões com os meus amigos Jorge e Jorge, sobre o livro o Segredo de Rhonda Byrne. Ambos adoraram o livro e recomendavam-me a sua leitura. Eu fui dizendo que não lia esse tipo de livro e patati patata. Enfim fui um chato. Um vulgar mosquito. Uma pedra no sapato.

Mal sabiam eles que tinha encomendado umas semanas antes o livro à minha assistente do Círculo de Leitores. Fui um menino muito mal comportado. Será que o devo dizer. Será.

etiquetas: , , , , ,
0 respostas

deixar uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

© 1999.2020 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera
beam me up, scotty!