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Agora sabia que era capaz de fazê-lo; mas isso não me deu prazer. O pobre sujeito não me fizera mal. A sorte estivera simplesmente contra ele e a cor do seu cabelo. Que, como via agora, tinha sido a sua distinção fatal. O seu caminho naquela noite, ao coincidir infaustamente com o meu na Threadneedle-street, tinha feito dele o objecto inconsciente da minha intenção irrevogável de matar alguém; mas se não tivesse sido ele, devia ser outro qualquer.
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Michael Cox, O Sentido da Noite, Uma Confissão // título original: The Meaning of Night – A Confession // tradução: António Pescada // editor: Círculo de Leitores, Out, 2006, Braga // isbn: 978-972-42-3827-2

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