Archive for month: Dezembro, 2008

a voz dos mortos

31 Dez
31.12.2008

– Os ossos são duros e, por si sós, parecem mortos e rochosos, mas ao envolvê-los e puxá-los para junto do esqueleto, o resto do corpo executa todas as actividades da vida.[1]

“A Voz dos Mortos” é uma obra maior da ficção científica, tendo merecido a Orson Scott Card os prémios Nebula (1986) e Hugo (1987). O autor continua aqui a narrativa épica iniciada em “O Jogo Final”. Desta vez, a humanidade prospera, colonizou já vários planetas e apenas sofre com a consciência de ter exterminado a única outra espécie inteligente conhecida, os insectóides. O nome de Ender, antes aclamado como salvador da espécie humana, tornou-se sinónimo de mal absoluto. Mas ter-se-á realmente aprendido com os erros do passado? A descoberta de um outro povo alienígena, os pequeninos, vem testar o verdadeiro significado da tolerância humana e Ender, porta-voz dos Mortos, poderá ter ainda uma palavra a dizer. Extraordinariamente bem construído, o universo de Ender abrange questões antropológicas, filosóficas e religiosas para revelar um cenário a um tempo cativante e terrível, descrevendo com mestria a complexidade das reacções do ser humano quando confrontado com o que lhe é estranho: numa outra cidade, num outro país…ou a milhares de anos-luz no espaço.


[1] A Voz dos Mortos, Orson Scott Card
Editorial Presença
Colecção Viajantes no Tempo
página 160

turma da mônica

31 Dez
31.12.2008

cascão (i)

Vou pegando às dúzias de cada vez nos mais de trezentos livros da Turma da Mônica que tenho espalhados pela casa, pelo escritório e dedico-me a relê-los. São o meu sonífero. Não estou a trair o meu Zits. Apenas são a sobremesa, porque o prato principal é sempre outro.

Estava a finalizar a leitura de mais um livro do Cascão, mais precisamente o número 239, editado pela Editora Globo em Março de 1996, quando deparo no último quadradinho com a origem do Cascão. Não pude deixar de sorrir e, claro, colocar aqui para recordação este momento.

Ao pesquisar sobre as aventuras actuais da Turma da Mônica sou levado ao portal oficial e a uma revista diferente. a Turma da Mônica Jovem. Agora os nossos heróis cresceram e são adolescentes. A revista é em estilo manga, a preto-e-branco.
Houve algumas alterações nas personagens.
É de destacar duas mudanças importantes: o Cebolinha, ou Cebola como prefere ser chamado, já não troca os “erres” pelos “eles” e o Cascão, apesar de não gostar muito, já toma banho.

imagem (1)
descrição: vinheta da revista Cascão n.º 239, Editorial Globo, 1986

for the horde!

30 Dez
30.12.2008

Já não pegava realmente no jogo à mais de 20 dias.
Hoje pela 00.43 +/- tive a oportunidade de fazer o achievement For The Horde.
Não morri uma vez. Zero wipes. Foi pena não ter lido outros achivements. Se o tivesse feito teria também completado Wrath of the Horde. Ficará para uma nova oportunidade.
A reward – Reins of the Black War Bear – é deliciosa e, assim, já tenho 52 mounts.

smoke

26 Dez
26.12.2008

the candles on the cake were so badly burned that the smoke is what you see.

o bolo de anos do meu filho com 11 velas.

extinção iminente

21 Dez
21.12.2008

Por fim, decidiu que não queria morrer daquela forma.
Queria sonhos.
Queria euforia.
Acima de tudo, queria paz.


Extinção Iminente, Scott Mackay
título original: The Meek
tradução: Luís Santos
editor: Editorial Presença, Jun. 2003
Colecção Viajantes no Tempo, n.º 8, pág. 200

santa hipocrisia & inveja virtuosa

17 Dez
17.12.2008

Todos nós somos e devemos ser saudavelmente hipócritas.
Quantas vezes dizemos, “Que bebé tão lindo, fofinho.”, quando pensamos, “Puxa, mas o que é isto?”
Quantas vezes dizemos, “Não. O cabelo assim até te fica bem.”, quando pensamos, “Só esta tipa para me alegrar o dia.”

Quantas vezes dizemos, “Olha que estás mais magra”, quando pensamos, “Gorda Balofa.”. Eu, nesta parte, sou sempre sincero. São todos gordos e sinto-me perfeitamente seguro para o declarar.
Escrevi, “saudavelmente hipócritas” porque é uma questão de saúde dar a resposta adequada e esperada. É a nossa saúde que está em causa, quando somos colocadas perante aquelas perguntas de merda, porque não quero ser constantemente agredido. Mas, são situações corriqueiras. É a saudável hipocrisia.

Grave é aquela hipocrisia filha-da-puta. Aquela hipocrisia com o objectivo de prejudicar o próximo. Seriamente maldizente. Felizmente não ligo muito ao que me dizem dos outros e muito menos ao que me dizem que os outros disseram de mim. Nem funciono como boomerang. Enfim, trazer e levar recados. Infelizmente digo o que tenho a dizer de qualquer pessoa directamente; o que acarreta situações embaraçosas para elas, porque geralmente não sou contraditado. É uma merda ter alguma razão. Há contudo pessoas que sofrem com a hipocrisia maldosa. Ficam pensativas, depois perturbadas com o que lhe dizem que disseram delas ou pior transmitem a outras pessoas o que os outros disseram dos outros e delas. Humm. Complicado. As relações humanas são difíceisssssssssssss

O que adoro é a inveja. Entusiasma-me que tenham cobiça de mim. E se essas pessoas forem virtualmente religiosas e potencialmente cristãs fico então mais que arrebatado. Não é por ter um pouco de diabo em mim(?), mas sim pelo facto de ser conclusivo que a ida às missas não limpa as mentes de ideias nada cristãs.

10. Não cobiçarás a mulher do teu próximo e não cobiçarás a casa do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem nada do que lhe pertence.
via http://www.wikipedia.org

Fico triste (lol) porque, talvez, esteja com os meus momentos de felicidade, de bem estar, a contribuir para que alguém não atinja “um dos maiores objectivos” na vida de um católico, “a pureza de coração“. Só ficaria triste, mesmo desolado, se alguém tivesses inveja do meu corpo, digamos que, voluptuoso. Voluptuoso segundo a visão de Rubens. Porque o meu corpo é apenas para o meu deleite ou para o regalo de alguém a um preço justo e devidamente adequado ao valor de referência do mercado. Claro que a minha mulher tem um desconto de 100%. Não sou doido.

benfica tv??

11 Dez
11.12.2008

A minha filha gosta de ver o canal Panda e Disney. Ontem ligei a powerbox da Clix para a entreter enquanto preparava o jantar. [1]
Por lapso, porque não pode haver outro motivo, digitei o número 30 e surpresa desgraçada. O canal Benfica TV, ainda não activo, só para 2009, explodiu-me nas retinas. Sem aviso prévio. Sem autorização expressa. Mudei imediatamente de canal. Mas temendo o pior virei-me para a minha filha. Ela estava, contudo, calma. Alegre. Sem alterações visíveis. Igual a si mesma. Fiquei, naturalmente, leve e sossegado. Foi apenas um triste acontecimento sem acidentes.

Claro, que o canal já está bloqueado. Gosto demasiado da minha família para correr riscos.


aviso à navegação
[1] Quando a minha mulher deixa ao meu encargo o jantar fico bastante satisfeito pela confiança que em mim é depositada. E devo dizer que nunca falhei em deixar todos satisfeitos. Desta feita telefonei à Pizzaria Divinal que já faz entregas ao domicilio. A pizza quatro estações foi a escolha.

intermundo

08 Dez
8.12.2008

– Eles têm mesmo uma masmorra de escravos? – perguntou Seymour.
– Claro. De que servem escravos sem uma masmorra?

Eu, Klox tudo que vê (quase), que tudo sabe (por vezes), quase omnipotente (em certas ocasiões muito circunscritas), avanço em direcção ao meu destino. Naturalmente, tenho grande interesse nisso. Os destinos são difíceis de encontrar.

informações
Isidore Haiblum, Intermundo
tí­tulo original: Interworld
tradução: Elsa T. S. Vieira
editor: Editora Livros do Brasil, Mai. 2004, Lisboa
directamente da página 121 e da página 135
isbn: 972-38-2703-4

bricolage

06 Dez
6.12.2008

Hoje dia ventoso e a dita porta mal fechada a provocar de segundo a segundo o “tal” ruído. E é um barulho de merda. Chato. Irritante. Penso em levantar-me da cadeira para fechar a porta. Mas já que vou ter de elevar o meu corpo à sua posição bípede decidi ir mais longe e resolver o problema de vez.

Analiso a situação. Concluo que a calha de alumínio está ligeiramente levantada do chão e por isso a porta raspa nela.
A solução é simples e a execução ainda mais célere. De martelo na mão e após duas valentes marteladas é a maldita calha colocada numa posição mais elegante. Rente ao chão. Fecho a porta pelo lado de fora para admirar o meu trabalho de bricolage e de engenho humano. E o silêncio foi orgiástico.

Abro a porta e ela não abriu. Aparentemente embatia na calha. Mas como. COMO?

Vou pela porta frontal, a de entrada dos clientes, para perceber a sua recusa em se abrir. E não é que a calha motivada pelas marteladas ficou com a ponta levantada?? Solução mais duas marteladas na ponta. Resultado? Calha 1 – Martelo 0.
Eu deveria saber que marteladas não resolvem nada por isso resumi o uso do martelo a pancadinhas certas, cirúrgicas no alumínio. Mas a calha teimava em resistir.

Não pensem que desisti, que entrei em pânico. Eu nunca desespero. Eu chamo sempre o meu pai.

level 80

05 Dez
5.12.2008

Ontem cheguei a level 80.
Sei que poderia ter atingido esta meta à já 7 dias, mas andei a passear pela expansão e pelo jogo de uma forma geral.

warcraft

level 80

Terminei também a leitura da obra “Intermundo” (1977) de Isidore Haiblum. Foi uma leitura super-hiper-divertida.

Imaginemos um detective Philip Marlowe, criação de Raymond Chandler, mas de nome Tom Dunjer. Agora imaginemos que o nosso Marlowe viajou para o futuro e estaremos perante uma história de fc policial negra plena de humor, acção e aventura.
Naturalmente irei ler as outras duas obras da série: Specterworld (1991) e Crystalworld (1992).

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