antónio alçada baptista [1927-2008]

– É impressionante como nos habituamos a viver sem pensar em coisas tão importantes como a morte. Tenho passado a vida nos hospitais com a morte ao lado. Julgava que, para mim, era coisa inteiramente natural. De repente, com o Duarte assim, a morte aparece-me diferente: um acontecimento que me interroga, que me põe em questão, a mim, a toda a minha vida, à maneira como tenho vivido com os outros…

De António Alçada Baptista apenas tenho a obra “Os Nós e os Laços” que li e não gostei.
Claro que esta sinceridade não coloca em causa o facto de António Alçada Baptista ser uma figura marcante da cultura portuguesa a quem presto a minha modesta homenagem.

António Alçadada Baptista, Os Nós e Os Laços
Editorial Presença
Colecção Novos Continentes, n.º 8, 1985, pág. 265
2 respostas
  1. margarida alçada baptista
    margarida alçada baptista says:

    ola eu sou sobrinha deste que para mim é o melhor contador de estórias de sempre, porque me dizem um pouco respeito, normal que assim seja, mas não pense que gostei de todos os livros do meu tio antónio, mas acho que deveria ler sem falta “Peregrinação Interior” todos os volumes, e então depois diga o que pensa do meu tio. Era um homemde uma delicadeza, falava com as mulheres e usava expressões que só a ele ficavam bem pois eram do mundo femenino, lembro-me uma vez eu estar com a minha prima ana (filha mais nova e da minha idade) e fomos à sala onde estava o tio antónio no sofá azul abraçado à minha muito pequenina tia zézinha, perguntar se queriam vir já não sei aonde e ele respondeu :

    -“Obrigada minhas queridas mas vamos ficar aqui os doizinhos . Não é uma estórinha deliciosa, era assim que ele era, muito querido.

    Responder

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