amizades

Às 08.00 de hoje o meu pai sofreu uma intervenção cirúrgica para extracção de um rim. Mas só mais logo, são agora 10.48, saberei o resultado da operação.
E, por causa disso, coloquei-me a pensar em amizades. Sem grande esforço sei que tenho um grande e único amigo: o meu pai. Apesar de tudo posso sempre contar com ele. Naquelas alturas que marcam a diferença ele estava sempre lá, presente, constante.

Podem, alguns estar a pensar que o meu filho é também um grande amigo. Nisso sou mais cuidadoso. Ele tem 11 anos. Por isso esperarei que ele chegue aos 25 anos e nessa altura direi se tenho no meu filho um grande amigo. Para isso espero que, até lá, ele não se esqueça que tem, suponho eu, um “grande” pai.

E do lado da camaradagem, daquela suave amizade?
Desse lado devo dizer que tenho bons colegas. Uns partilham comigo vivências e convivências à mais de 17 anos; outros são mais recentes. Chegado aqui tenho de destacar o Hugo. O ano passado fiz uns lindos 40 anos e enquanto esperava ansioso a chamada de um colega, que nunca recebi, tenho o Hugo a desejar-me os parabéns. Foi um momento verdadeiramente importante, numa altura em que pensava bastante nas minhas relações humanas, no meu empenhamento na amizade, na camaradagem.

Todos nós, incluindo eu, temos de concluir que muitas vezes depois de espremida, compactada uma “amizade” o resultado é nada. Surge perante nós um vazio pueril. E não irei mais, lamentavelmente o digo, alimentar “fogueiras” secas em tentativas que se revelam sempre vás. À que assumir que em certas situações são os outros que têm de trazer a lenha. À que assumir que certas relações acabam, incompreensivelmente, como “tears in the rain”.

Estes últimos dias têm sido, devido a imensas decisões, “stressantes”, mas esclarecedores.

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