a ausência

mas com dobras..

Ontem sentado na cadeira pouco confortável do meu local de trabalho ao trocar as pernas de posição olhei e, o mais importante, reparei – porque muitas das vezes olho e não reparo, como quando olho para o relógio para descobrir que horas são e logo de seguida tenho de fazer o mesmo porque não tomei mentalmente nota das horas – que as minhas calças de ganga não tinham uma dobra tão característica de todas as calças que visto desde miúdo.

Mesmo quando vestia fato completo as calças tinham sempre dobra. E o mesmo aconteceu quando passei a vestir apenas calças de ganga. Porque desde que fechei um negócio na vacaria de um cliente e descobri que estava de fato, não apenas do meio de vacas leiteiras, mas também de autênticos montículos de merda fumegantes, a explicar a um cliente de galochas cheias de bosta, peito peludo, unhas pretas e incrustadas de terra, a vantagem do meu pacote de seguros, decidi aderir a uma vestimenta mais informal, mas com dobras.

Por isso a ausência da dobra congelou-me o pensar. Não encontrei uma explicação para o NÃO no pormenor. Lá acabei, que remédio, por dobrar as extremidades das calças. Mas, e já, no final do dia as duas dobras revelaram-se enfraquecidas porque se desfizeram. Mentalmente registei que tinha de as domar. Um lavagem dolorosa será a solução.

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