fighters: objectivo peenemünde

Arrumei este livro (Fighters: Objectivo Peenemünde, 1988, Editions Sorg, ISBN 2-906794-30-9) sem remorsos numa prateleira porque é mais um livro órfão, sem continuação. O mesmo aconteceu à editora Editions Sorg. Foi um livro adquirido em 1993 nas bancas. A impressão deve ter sido feita às três pancadas porque existe uma prancha totalmente em espanhol [pág. 14].

fighters: objectivo peenemünde

Esta única primeira aventura do que seria a série “Fighters” desenhada por Émile Bravo ao estilo linha clara de Hergé e com textos de Jacques Sorg não me desapontou totalmente. Com humor, acção, erotismo pin-up tinha boas pernas para andar. A qualidade dos desenhos é inegável e os textos revelam que J. Sorg sabe criar ambientes convincentes. As suas personagens movem-se pela história com desenvoltura. Gostei, especialmente, de ver as tropelias do aviador anti-herói americano, o protagonista principal, e teria adorado certamente uma continuação das suas aventuras numa edição muito mais cuidada.

le journal d’un ingenu

Émile Bravo tornou-se conhecido ao receber pela sua série Jules o Prémio Goscinny, no Festival d’Angoulême de 2002, para o melhor jovem desenhador. Em 2008 o seu “Le Journal d’un Ingénu” (Editions Dupuis) teve imenso sucesso; uma aventura e uma homenagem ao espectacular Spirou e ao seu criador Rob-Vel (Robert Velter). “Le Journal d’un Ingénu” é o quatro álbum da série Uma Aventura de Spirou e Fantasio por… e além do Grand Prix RTL de la Bande Dessinée 2008 fez parte do Palmarés Oficial Les Essentiels D’Angouleme (2009).

Jacques Sorg pelo que descobri não tem uma actividade muito prolifera na bd. Além da sua intervenção enquanto argumentista no órfão Fighters é co-autor com Kourita (desenhos) na série Mashémalô (1987 e 1988); em 1990 deu ao álbum Zip Boum Taf desenhado por Marc Joêl os seus textos.

Todas as imagens e personagens são propriedade dos seus criadores.
finalidade: para fins informativos no contexto do post fighters: objectivo peenemünde
2 respostas
  1. Paulo Henrique (PH)
    Paulo Henrique (PH) says:

    Que coincidência! Sou brasileiro e comprei um destes aqui no Brasil. Pensei que ninguém mais conhecesse. Creio que tenha sido impresso na França. Tenho tudo do Émile Bravo em francês. Meu blog é o http://www.tujaviu.com. Escrevo sobre séries de TV e quadrinhos europeus, apesar deste último tema ser desconhecido em meu país. Sou louco por Banda Desenhada franco-belga. Me tornei um colecionador solitário no Brasil. Este é um gênero pouco popular aqui

    Abraços

    Paulo.

    Responder
    • paulo brito
      paulo brito says:

      Desde já obrigado pela visita e pelo comentário; e parabéns pelo teu excelente blog.

      No Brasil não se segue a banda desenhada franco-belga? É mais comics americanos?

      Responder

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