Archive for month: Outubro, 2009

a viagem de théo

29 Out
29.10.2009

– Vou-te contar uma história zen – começou ela. – Um dia, um monge foi visitar um mestre e disse-lhe: «Vim sem trazer nada». Sabes o que é que o mestre lhe respondeu? «Então pouse-o».
– Mas ele não tinha nada.
– Tinha sim. Não trazer nada é ter a ideia de que se poderia trazer qualquer coisa. O monge não percebeu. Zangou-se. Então, calmamente, o mestre disse: «Por favor, pega nisso e volte para casa». Pousa o teu nada de hoje, Théo. Porque não perdeste nada.

Ao contrário d’ O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder, publicado em 1991, que é um guia de filosofia e por isso para mim muito mais fácil de ler, A Viagem de Théo é uma “viagem” pelas religiões. E se há algumas pelas quais me movimento com alguma facilidade, naturalmente as monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo), houve outras que foram de dificílima digestão. O hinduísmo foi a religião que me causou mais vontade de arrumar o livro na estante. Ainda bem que de seguida foi refrescado pelo budismo. Recuperei a fé no livro e terminei a leitura de 594 páginas.

Apesar de não ser uma pessoa mística é sempre agradável mergulhar nas crenças que tentam racionalizar o irracional.

citação: página 370

varandas

28 Out
28.10.2009

Varandas na Rua Barjona de Freitas.
Estou numa nova fase: fotografar Barcelos.

iron gate

23 Out
23.10.2009

gate of an abandoned factory. the sadness of loneliness even reflected in inanimate things.

iron gate, zoom

23 Out
23.10.2009

gate of an abandoned factory. the sadness of loneliness even reflected in inanimate things.

vintage? acho que não!

22 Out
22.10.2009

Quando escrevo desabafo. E tendo em conta que este meu recanto é raramente visitado, e ainda bem, por quem me conhece, posso dedicar-me a exprimir algumas ideias.

Tenho de reconhecer que não sou um bom avaliador de carácter; ou, para proteger a minha auto-estima, direi que sou um bom avaliador de carácter que se engana ocasionalmente. Mas o que me aborrece seriamente é avaliar alguém erradamente duas, três ou mais vezes. E o erradamente é sempre prejudicial para o meu lado contabilizado principalmente em número de livros “emprestados” e outras vezes em euros.

Irei futuramente ser coerente com o meu eu antigo que para emprestar alguma coisa à mana era preciso ser Fevereiro 30. Assim, e apesar de já ter existido vitimas, regressei definitivamente ao NÃO: não emprestarei mais livros, mais DVDs, CDs, nunca mais. Não vejo isto como um acto de egoísmo quando a maior parte das pessoas pensa que o “emprestar” é sinonimo de dar. E se estou a ser egoísta não estou minimamente preocupado.

Quanto à minha iniciativa de emprestar livros isso não tem nome ou a ter é de uma estupidez estupidamente estúpida. O que me passou pela cabeça. É que não foram duas, nem três e muito menos quatro, enfim! Sempre fui emocionalmente enganado pelos meus valores de amizade de capa-e-espada. Por isso e com o coração apertado e a angústia a arrebentar-me a cabeça não vou telefonar, enviar SMS ou utilizar qualquer outro meio para tentar reaver o que é MEU. Não consigo lutar contra a falta de … que se foda!

Está assunto está agora enterrado e será esquecido lentamente. É a única forma que tenho de proteger-me ironicamente da minha própria bílis.

what?

21 Out
21.10.2009

front of several dead houses. cities also die.

cromos, astérix

18 Out
18.10.2009
astérix, cromos

astérix, cromos

As coisas que “mim” vai descobrindo nas tralhas que carinhosamente desejo arrumar.

Tenho, como deve ser, a colecção de cromos de Astérix completa. E numa simples caderneta de cromos somos bafejados por desenhos de vários álbuns do Astérix.

A caderneta data de 1997 e custou-me 130$00 e não sei, nem quero saber, quanto gastei para a completar.

Claro que a caderneta não é nada de especial. Apenas serve de exemplo às loucuras que vou fazendo quando adoro certas personagens de banda desenhada. E com esta minha idade já não tenho remédio.

Infelizmente não descobri, ainda, e talvez nunca o descubra, a minha colecção de cromos do Tintin – a colecção mais difícil de completar.

directamente do sotão

16 Out
16.10.2009
cristovão e o balão

cristóvão e o balão

Descobri livros da Colecção Pintarroxo, da Colecção Princesinha e da Colecção Pequerrucha nos armários. Esta descoberta é digna de figurar em qualquer manual de história.

As vantagens das arrumações é a descoberta de autênticas pérolas da minha infância.
Os livros estão, claro que sim, em bom estado atendendo que estiveram nas mãos de uma criança.

Uma maravilha! Fiquei embebecido e embasbacado ao ver as imagens das capas de dois dos meus livros preferidos quando tinha 7/8/9 anos.

“Cristóvão e o Balão” narra as aventuras de um rapaz que deseja tanto ter um balão vermelho igual ao que viu nas mãos de umas crianças.

o pequeno móquinhas procura amigos

o pequeno móquinhas

História de coragem, de luta pela realização de um desejo, de honestidade e de humildade narrada com uma simplicidade assombrosa.

“O Pequeno Móquinhas Procura Amigos” é sobre um pequeno rapaz que vivia sozinho no distante Oriente numa enorme casa, cheia de salas. Vivia triste porque não tinha amigos para brincar. Então decide usar um tapete mágico para voar e procurar amigos. A viagem leva-o a descobrir que a amizade é mais importante do que a maior riqueza.

Os livros são todas das Edições Majora.
Não imagino qual o ano de edição das colecções.
Alguns deles têm a seguinte indicação:

Visado pela Comissão de Censura

ou

Visado pela Comissão de Literatura Infantil

e em vários sites de bibliotecas consta geralmente a indicação [195-?]. Serão mesmo da década de 50 ou 60? Estranho pois só comecei a ler pelos 6 anos de idade (1974). Será que a minha mãe comprou os últimos vestígios da censura? Dúvidas sem qualquer importância.

info, 1999

14 Out
14.10.2009

Descoberta num dos discos do meu antigo pc a página “Info” entre outras do meu site de 1999: o velho porta VIII.

Já coloquei o link na secção em 1999.

Agora basta arranjar algumas páginas do site original que se encontram danificadas.

quem é?

14 Out
14.10.2009

Ultimamente à eterna pergunta “Quem é gordo?” a minha filhota tem respondido “És tu!” O motivo é simples, não existindo na sua rede social termo corporal de comparação o meu perímetro abdominal combinado com 1,81m de altura é para os seus neurónios em franco desenvolvimento a resposta. Quando ela privava com outra pessoa volumetricamente composta eu seria incontestavelmente o forte. Agora que essa pessoa atingiu o patamar mitológico – sabemos que existiu, não sabemos se existe – eu sou anatematizado por 1m de altura, 15 quilos de peso.

A solução extrema teve o seu inicio no dia 8 de Outubro de 2009. É uma data dolorosa para mim. Iniciei seriamente uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos. Esta expulsão teve, contudo, uma pausa ontem. No dia da minha dádiva trimestral de sangue tive de ingerir duas bolachas açucaradas e um sumo de pêssego doce, mas foi por uma doce boa causa.

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