a viagem de théo

— Vou-te contar uma história zen — começou ela. — Um dia, um monge foi visitar um mestre e disse-lhe: «Vim sem trazer nada». Sabes o que é que o mestre lhe respondeu? «Então pouse-o».
— Mas ele não tinha nada.
— Tinha sim. Não trazer nada é ter a ideia de que se poderia trazer qualquer coisa. O monge não percebeu. Zangou-se. Então, calmamente, o mestre disse: «Por favor, pega nisso e volte para casa». Pousa o teu nada de hoje, Théo. Porque não perdeste nada.

página 370

Ao contrário d’ O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder, publicado em 1991, que é um guia de filosofia e por isso para mim muito mais fácil de ler, A Viagem de Théo é uma “viagem” pelas religiões. E se há algumas pelas quais me movimento com alguma facilidade, naturalmente as monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo), houve outras que foram de dificílima digestão. O hinduísmo foi a religião que me causou mais vontade de arrumar o livro na estante. Ainda bem que de seguida foi refrescado pelo budismo. Recuperei a fé no livro e terminei a leitura de 594 páginas.

Apesar de não ser uma pessoa mística é sempre agradável mergulhar nas crenças que tentam racionalizar o irracional.

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  1. […] ontem ou antes de ontem, ou mais tarde, não me lembro, estava então a ler “A Viagem De Théo” quando fui bafejado por uma chávena de cevada e 6 parcas bolachas Maria entregues pela […]

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