Archive for month: Novembro, 2009

natal

30 Nov
30.11.2009

Detesto a árvore de natal.

Agora que o disse/escrevi não fiquei mais contente porque sei que estou a ser vítima de algum castigo perverso; todos os anos lá tenho de arrastar as asas do pinheiro para a sala; experimentar as “lâmpadas”; agora que o disse/escrevi até fiquei mais nervoso.

Odeio a árvore de natal.
Odeio a árvore de natal.
Mesmo. Mesmo.

a montanha negra

29 Nov
29.11.2009

– Ah, mas eu quero conhecer a casa onde nasceu e colocar lá uma placa![1]

É uma história diferente de Nero Wolfe em todos os sentidos. Desenrola-se fora do seu santuário na “35th Street” e assiste-se a Nero Wolfe não apenas a realizar actividades físicas impensáveis, mas, igualmente, a passar frio, fome.
Fiquei, e ainda bem, a saber mais sobre a vida de Nero Wolfe, a sua infância, a sua nacionalidade (Montenegrina).

informações
citação: [1] página 144

ruínas

29 Nov
29.11.2009

Uma fotografia de um prédio em destruição existente no Largo do Apoio.

lagartixa

28 Nov
28.11.2009

Apenas mais uma foto de uma lagartixa.
São bichos fascinantes. Não são?

selecção

27 Nov
27.11.2009

Existem antigos(as) colegas de escola e não só que se cruzam comigo na rua e me cumprimentam. A minha primeira expressão é uma natural cara de assombro. Questionava-me mentalmente “Mas de onde é que tu me conheces?” Não chegava a nenhum resultado. E à pergunta “Não sabes quem eu sou?”, respondia “Não estou a chegar lá”. Claro que, depois, a pessoa se identificava, se explicava, se localizava no tempo e ocasionalmente despertava eu mim alguma memória, mas, mais frequentemente, nem um farrapo se exibia. O que era constrangedor. Pensei até quarta-feira passada que devia existir um problema comigo. Serei um pouco ou até exageradamente “despistado”? Terei um problema de memória? Porque motivo estou a olhar para ti e a tua face não me diz nada de nada, zero? Porque razão te coloquei num abismo qualquer? – perguntei-me imensas vezes.

paus e caras

Afinal descobri que existe um motivo válido e racionalmente coerente para não ver rostos nas pessoas com que me cruzo e que já fizeram parte da vida social e/ou académica ao longo de já 41 anos. A razão é pela simplicidade de uma beleza etérea e resume-se a não ter considerado essas pessoas como, digamos, uma mais-valia para os meus relacionamentos. E efectuar uma profunda selecção das minhas relações/amizades só me torna especial. Sou diferente nesta selecção “social” e ao ser muito exigente comigo, e aqui está a outra face – nocturna – da mesma descoberta, sou-o igualmente com os meus amigos.

Ficar satisfeito por este romper do sol, apesar de algumas nuvens persistentes, é dizer pouco: fiquei exultante, emocionalmente embriagado. Que continuem as descobertas.

queres?

26 Nov
26.11.2009

A Margarida estava a tentar “oferecer” um doce à mãe. O tom sépia criou uma imagem ainda mais doce.

um par

25 Nov
25.11.2009

A minha filha tinha acabado de descalçar as botas para saltar na cama e estragar um pouco mais as molas do colchão. Ficou registado a pré ousadia.

a clínica do terror

22 Nov
22.11.2009

– É assim tão fácil adivinhar os meus pensamentos. [1]

Mary Higgins Clark assina uma obra de ritmo alucinante.
É, digamos, um livro a resvalar para literatura de aeroporto ou de sala de espera de consultório médico, ou da paragem do autocarro, acho que já se percebeu a ideia, mas sem atingir a mediocridade de algumas obras do mestre King.

A história está bem urdida e convenceu-me sem qualquer dificuldade, apesar de estar actualmente numa de comer livros a uma velocidade doentia; e não sou fácil de ser convencido – acho eu!

informações
pág. 78 [1]

cores… uma fotografia

22 Nov
22.11.2009

Nem sei o motivo que me levou a tirar esta fotografia.
Talvez as pernas? talvez as meias?

Quando Philip deixou de crer no cristianismo, sentiu que um grande peso lhe fora tirado dos ombros; despojando-se da responsabilidade que sobrecarregava cada acto, quando cada acto era de infinita importância para a salvação da sua alma imortal, experimentou uma viva sensação de liberdade. Mas agora sabia que isso fora uma ilusão. Ao abandonar a fé em que fora criado, mantivera intacta a moral que era sua parte integrante. Resolveu, então, pensar por si mesmo sobre as coisas. Determinou não se deixar influenciar por preconceitos. Descartou-se de vícios e virtudes e rejeitou os princípios assentes do bem e do mal, com a ideia de encontrar por si próprio uma norma de vida.

A Servidão Humana de Somerset Maugham” é uma obra poderosa que foi, na semana passada, relida com os mesmos olhos, mas com outro saber; são mais 20 anos em cima das costas.

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