adeus muchachos

Consciente do que virá a seguir, ela finge zangar-se e faz beicinho.
– Papa cus – acusa-o.
Depois de a dilatar o suficiente, Victor coloca um preservativo e possui-a, efectivamente, pelo orifício indevido, sem tirar os olhos do vidro.
Alicia não sentiu dor. Mais, ao ver o vídeo a acção das suas próprias nádegas e cintura, sentiu um rio correr-lhe pela vagina.[1]

Não entendo a inclusão da obra “Adiós Muchachos” de Daniel Chavarría, Uruguaio a residir em Cuba, na colecção Vampiro (n.º 674) porque está longe de ser um livro policial ou de mistério, mesmo, entendido num sentido lato. É uma obra agradavelmente bem escrita, mas que se aproxima com mais facilidade em algumas descrições do erotismo barato(?).
Sim, temos mistério/surpresas, uma morte, mesmo que acidental, um iluminado pedido de resgate pelo cadáver, mas é no fim um livro que não se despega de uma clara carga erótica(?) e que no final só(?) vale, infelizmente, por isso.

Adeus Muchados, Daniel Chavarría
título original: Adiós Muchachos (1994)
tradução: Paulo Alexandre Moreira
capa: A. Pedro
editor: Livros do Brasil, Colecção Vampiro, n.º 674, Lisboa, 1ª edição (nov.2003)
isbn: 972-38-2681-X
[1]pág. 47
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