a proposta

Andrew Paxton: Three days ago, I loathed you. I used to dream about you getting hit by a cab. Then we had our little adventure up in Alaska and things started to changed. Things changed when we kissed. And when you told me about your tattoo. Even when you checked me out when we were naked. But I didn’t realize any of this, until I was standing alone… in a barn… wifeless. Now, you could imagine my disappointment when it suddenly dawned on me that the woman I love is about to be kicked out of the country. So Margaret, marry me, because I’d like to date you.

É um filme de uma inocência perversa constrangedora. Inocência porque transmite a ideia de que o verdadeiro amor está ali ao virar da esquina. À nossa espera em estado latente. De garras afiadas pronto a rasgar-nos o fígado. Não se iludam pelo que é dito em sonetos, quadras e outros escritos poéticos. O amor não se guarda no coração. O amor fica encarcerado no fígado. O maior e único órgão capaz de processar qualquer quantidade de bílis amorosa.

Analisando o filme temos uma necessária bruxa má atraente. O que é um divertido paradoxo, porque fomos instruídos para colar sempre uma nojenta verruga no nariz da bruxa má – o que a desfeia, passando a ser uma bruxa má feia. Devemos, por isso, corrigir e afirmar que temos aparentemente uma necessária bruxa má atraente e detestada por todos os subalternos. Temos, igualmente, o imprescindível príncipe que ainda não sabe que o é, mas que o é. E temos o elemento – a necessidade de um casamento que força no decorrer de um fim-de-semana a reunião debaixo do mesmo tecto e no mesmo quarto o combustível e o comburente – que provoca a combustão amorosa. É o singular e lindo – destino de sonho – Alasca o pano de fundo das acções do casal Andrew e Margaret.

O filme é, digamos, um suave romance moralista que demonstra por 1+1 que o amor é mesmo AMOR e que acontece quando menos se espera e acima de tudo revela que as pessoas podem mudar e que são no fundo mesmo boas. Que é o que afinal todos desejamos, não é? Terminei o visionamento deste “chick-flicks” não em paz comigo, mas com o mundo. Fui um anestesiado feliz durante 108 minutos. E por isso valeu a pena?

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