as “coisas”

18 Jan
18.01.2010

Barcelos está em franca evolução(?) – até já tem uma sex shop. E digo-o sem censura ou cinismo. Aludo e apenas hoje à existência deste estabelecimento comercial não porque a sua existência me ofenda ou me faça virar a cara pesaroso, mas, porque e a ouvir alguns comentários, o mundo está a caminhar para a perdição. Fiquei assustado pelo simplicidade da lógica seca que sobressai deste raciocínio: sex shop = perdição. Fico sempre “perdido” – mais com a estupidez e menos com a ignorância – com conclusões desta natureza.
Um estúpido não tem desculpa. O ignorante nem sabe que sofre da falta de saber. Só não desculpo aquele ignorante estúpido que se refugia na ausência de aprendizagem para justificar a sua estupidez.

Ponto da situação – uma sex shop é uma loja que fornece produtos específicos a quem os deseja adquirir. Fonte do mal? Haja paciência. É uma loja.

Ainda não entrei na sex shop de Barcelos, mas a que existia em Braga, propriedade de um amigo meu, era com regularidade visitada pela minha pessoa. Comprei aí vários artigos interessantes e quentes! Desiludiu-me, contudo, a cueca açucarada.

Se irei entrar na sex shop de Barcelos? Talvez. Se precisar de um novo óleo de massagem, de uma outra brincadeira.

Chegado aqui e percebendo-se que uma sex shop é para mim mais uma loja e não o fim do mundo tenho de admitir que o que me choca, repudia, existir em Barcelos é algo que alguns chamam de “Casa do Benfica”. Não tenho desejos de entender aquela “coisa” “casa” insultuosamente decorada a vermelho – cor associado ao sangue, mas também à paixão!

Se uma cidade é valorizada pelo seu bom ou não tecido comercial-industrial aquela “coisa” vermelha são pontos negativos desnecessários, que desprestigiam Barcelos, que dificultam o interesse de futuros investidores. E sobre isto nunca ninguém comentou! É uma insolência a ausência de empenhamento comunitário em combater aquela “coisa”. Se irei entrar naquela “coisa”? nunca. E como teria dito um qualquer inquisidor “Vade Retro Satana“. Felizmente a “coisa” está localizada, como que escondida – e não é necessário perguntar porquê – dos olhares de pessoas de bem, num espaço recuado relativamente ao passeio e à estrada. Só com muita má vontade se conseguirá reparar na “casa” demoníaca. Valha-me isso.

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