um imitador de sherlock holmes

31 Jul
31.07.2010

Não deve existir alguém que não tenha ouvido falar do detective Sherlock Holmes…
ainda deve existir alguém que não tenha lido as suas aventuras escritas por Conan Doyle…
as pessoas que viram o filme Sherlock Holmes interpretado por Robert Downey Jr. e realizado por Guy Ritchie deve ser maior do que as que o leram…

O que interessa, com esta pequena brincadeira inicial, é entendermos que Sherlock Holmes é uma referência universal – um ícone. E como tal é normal que outros escritores criem novas histórias nas quais Sherlock Holmes é, naturalmente, a personagem. A este tipo de história, imitação, dá-se o nome de pastiche.

Como já referi em posts anteriores só tinha lido um pastiche de Ellery Queen intitulado “Sherlock Holmes contra Jack o Estripador”, editado pelas Edições 70, na colecção Alibi, n.º 1 (1983). Mais recentemente, 2009, li “As Vitórias da Lógica” (1910) – escrito por Gustaf Adolf Bergström e o excelente livro “A Sabedoria dos Mortos” por Rodolfo Martinez.

Esta semana terminei a leitura de um, digamos, suave livro que não é um pastiche de Sherlock Holmes. Na obra “Um Imitador de Sherlock Holmes” da portuguesa Maria O’ Neill, editado pelos Livros do Brasil, colecção Vampiro n.º 668, Maio de 2003 (isbn 972-38-2654-2), a personagem principal (Visconde Silvestre) utiliza os métodos dedutivos de Sherlock Holmes para a solução dos mistérios de que é incumbida e é ajudada nessa tarefa por Pedro Montagraço. E é esta a grande diferença. Visconde Silvestre conhecedor do sucesso de Holmes decide empregar os mesmos métodos nas suas “investigações”. São histórias razoáveis que se lêem num consultório médico ou na paragem do autocarro.

Acho que o livro vale mais pela originalidade e pela época em que foi escrito.

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2 replies
  1. Bongop says:

    Tenho de dizer que ao contrário de filmes e séries, nunca fui um grande leitor de policiais.
    Li apenas um livro do Sherlock!
    😀

    Abraço

    Responder
    • paulo brito says:

      Eu sou mais de ler do que ver (filme) e sendo do tempo da Biblioteca Itinerante Calouste, quando descobri onde era o depósito dos livros foi começar na letra A e acabar na Z. Li, li e li e li…

      Já adorei mais ler policiais do que actualmente. Tive a minha fase de Ellery Queen que “inventou” a frase “agora o leitor está na posse te todos os elementos para descobrir o criminoso”; o livro fazia como que uma pausa…

      Agora ainda vou lendo alguma coisa, apesar de amar muito mais a fc e acima de tudo a bd.

      Os actuais livros de sucesso policiais são quase sempre trash sem qq consistência narrativa.

      Mas ao menos leste uma história de Sherlock. Fazes, pois, parte daquele grupo muito reduzido que não esperou pelo filme…. 😉

      Fica bem, carpe diem!

      Responder

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