a tatuagem negra

— Quem és tu? — Perguntou.
— J… Jack. Jack Ferrel, senhor.
— Um nome demasiado vulgar — disse o homem, arqueando as sobrancelhas muito pretas.
Jack não sabia o que responder, por isso, calou-se.
— O senhor é o… Diabo? — Perguntou finalmente.
O homem franziu o sobrolho.
— Nunca ouvi essa palavra… repete-a.
— Diabo.
— Não. O nome não me diz nada. Mas posso acrescentá-lo à minha colecção.
O homem endireitou-se no trono, enchendo o peito de ar como se preparasse um discurso.
— Sou Ebisu Eller-Kong Hacha “Fravashi” — disse. — Deus dos Governantes, Deus da Morte, Deus das Trevas, Deus dos Deuses. Sou a Voz do Vazio, o meu sopro é o vento e a minha raiva abala o Universo. Sou o Senhor das Encruzilhadas, Rei de Todas as Lágrimas e o Soberano do Inferno.
— Ah… Muito prazer, senhor – disse Jack.
— Trata-me por Imperador – ordenou o homem.

A Tatuagem Negra, página 144

“A Tatuagem Negra” é um livro super divertido que nos apresenta uma nova, muita original, forma de ver o inferno e o Deus. O “Deus” criou o nosso mundo mas como ficou bastante aborrecido com a sua criação acabou por aceitar o cargo de bibliotecário no inferno.

No livro não temos apenas humor e acção constante, personagens surpreendentes, mas, igualmente, conversas filosóficas, hilariantes, com o dragão criador de um dos universos existentes.

É uma leitura fácil e reconfortantemente relaxante.

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