paradoxos

A primeira vez que me colocaram perante um paradoxo (ou melhor, a primeira vez que me recordo) foi em 1983; aulas de Filosofia do professor (não “prof” ou “stor”) Campinho – mestre da dialéctica; professor que de vez em quando saída da sala de aula com uma simples palavra/pensamento; era ver os seus olhos de profundo abismo sonhador.

  1. Paradoxo do Mentiroso atribuído a Eubulides de Mileto:
    Um homem diz que está mentindo. O que ele diz é verdade ou mentira?
  2. Paradoxo do Barbeiro atribuído a Bertrand Russell:
    Numa aldeia onde, todos os dias, um barbeiro faz a barba a todos os homens que não se barbeiam sozinhos e não faz a barba de quem se barbeia sozinho. Isso é válido para todos que estão na aldeia.

Ambos originaram boas lutas verbais.

Contudo o mais apetitoso, maléfico, paradoxo que descobri muito mais tarde é o de Epicuro:

Está Deus disposto a evitar o mal, mas não consegue? Então Ele não é omnipotente. Ele é capaz, mas não quer? Então Ele é maléfico. Ele é capaz e está disposto? Então de onde vem o mal? Ele não é capaz nem quer? Então por que o chamam de Deus?

Digam-me que não é delicioso como um muffin.

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