Archive for month: Março, 2014

spring sein und werden: oulipo

28 Mar
28.03.2014

Submeti alguns textos para o número da Primavera da Sein und Werden (Spring Sein und Werden).

The spring 2014 issue of Sein und Werden challenges all would-be contributors to apply at least one Oulipian style constraint to each submission. We want to see prose, poetry, and artwork that captures the essence of the Workshop for Potential Literature!

É com prazer que vi um dos meus trabalhos, “The Tower of Babel“, publicado na revista Sein und Werden com o tema OuLiPo.

A revista vai ter no verão uma edição em papel em que serão publicadas as minhas restantes contribuições.

cogumelos

22 Mar
22.03.2014

Cogumelos brancos.

eyelidiad by rhys hughes

14 Mar
14.03.2014
eyelidiad

eyelidiad

A novella concerning the adventures of the highwayman Robin Darktree as he searches for gold he buried when he was younger. Having forgotten the location of the trove, he carries a living portrait of his younger self on his back who does know where it is, but who seeks to double cross his partner!

Rhys Hughes and Eyelidiad

The Clown of the New Eternities
The novel is question has been gestating for a long time. It consists of three linked parts, each of which is made up of other linked parts. The form of the entire work is extremely complex, as is the plot — in fact this book utilizes dozens of sub-plots, all of which come together at the climax… I’ll have a lot more to say about the book in the near future. For the meantime I’ll settle for outlining the three component parts as follows:

  • The Darktree Wheel
    • Flintlock Jaw
    • Percussion Cape
    • Gatling Gums
    • Mortar Baby
    • Matchlock Smith
  • Eyelidiad
  • Ghoulysses
    • Myth
    • Mirror
    • Metropolis
    • Mosquito

The second part, Eyelidiad, was published as a slim book by Tanjen Ltd in 1996. The first part, The Darktree Wheel, was published in 1998 as part of the Ministry of Whimsy’s Leviathan #2 project. Ghoulysses is the part that has been giving me problems because of its intricate structure and the abstract concepts that fuel its dynamic. I believe I have cracked those problems now, and I believe that the entire finished novel will be my magnum opus. Well we’ll see!

Leitura delirante. Já aqui temos um Rhys Hughes no seu melhor.

overweight

13 Mar
13.03.2014

She knew she was overweight when the toilet bowl broke 10s after she had sat on it.

from the perverse mind of paulo brito

lareira

08 Mar
8.03.2014

Em Guimarães.

um tear

08 Mar
8.03.2014

Fotografia tirada em Guimarães. Parte de um tear.

duas paredes e uma porta

07 Mar
7.03.2014

Em Guimarães.

haja ânimo

04 Mar
4.03.2014

Todos os dias eles subiam a mesma escada; encontravam, logo no topo, assim de rajada, enclausurado na vitrina de sempre, o mesmo cartaz com os dizeres “Haja Ânimo”.

Todos os dias, que eram tudo menos santos dias, contavam mentalmente, com o coração cheio de desânimo, os degraus: e um, e dois, e três, e agora quatro, e cinco, e já está quase, e seis, e sete, e oito, e noveeeeee e raios partam tudo… ufa… dez. E logo no patamar o cartaz que já foi de um amarelo vivo, agora descolorado pela passagem dos anos, sorria desdenhosamente para eles a publicitar um já muito ultrapassado “curso prático contra o desânimo, o ruído, o medo e a solidão”. Sentiam, quando o deixavam para trás, o sorriso espetado nas costas – a gozar com eles.

Eles que já foram crianças cheias de sonhos, adolescentes com hormonas saltitantes, adultos com esperanças, velhos com saudades. Eles que passaram por todas as pungentes quatro fases de um ciclo de vida, mas ao contrário da borboleta a última fase não é de um lindo renascimento, vêm-se agora numa nova, assustadora e inesperada quinta fase: a fase zombie.

Eles de olhos mortiços, corpos amortalhados, de andar morrediço são os novos zombies; são a corporalização do desalento, do dilaceramento individual; são autómatos de carne e sangue que obedecem sem reflexão a vontades incoerentes. Eles sabem-se bobis que recebem diariamente um osso descarnado em troca do nada.

O que lhes resta? Certamente a revolta, porque a vida nunca são dois dias.

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