Archive for month: Abril, 2016

dissertação escusada sobre a solidão das árvores

18 Abr
18.04.2016

É com enorme satisfação que me encontro com um novo livro de José Ilídio Torres nas mãos. Já leio a sua poesia desde os 17, ainda aluno na Escola Secundária de Barcelos, mas é com 18 anos, em Coimbra, que mergulho de cabeça na sua escrita. Como pessoa pouco me surpreende, como poeta… ufa… as letras são outras. Ele escreve aquilo que eu adoro ler. Claro que não escreve para mim, não ouso pensar isso, um pouco talvez, mas sinto que ao ler as suas palavras ele pensou em mim porque fala do que eu sinto, do que me vai na alma, como um espelho que reflecte o meu real ou… o que imagino ser real, ou talvez nem isso.

José Ilídio Torres teve a ousadia de em 1987/1988(?) fazer uma fogueira com centenas de poemas. Foi um dia de alegria para Coimbra que viu a poesia livre, como deve ser toda a poesia, a esvoaçar em forma de cinza. Acho que esse dia, e nos seguintes, na Real República dos Pyn-Guyns só se falava da loucura do poeta de Barcelos. Insultei-o e principalmente à vizinha do lado. A culpa na vida de um poeta é sempre da vizinha que se esfrega a nós e se ela não existe inventa-se uma – haja poeta! Desse tempo, ainda tenho comigo, uma folha A4 com um poema escrito por um jovem de 20 anos.

Hoje temos um poeta, alguns anos mais velho, mas capaz de agrafar a qualquer folha A4 uma poesia jovem, fresca, cruel… sim, até visceral (mas sempre a pulsar, porque José Ilídio Torres manipula com mestria as letras de A a Z e desta forma a sua poesia celebra-se a si mesmo.)

Dissertação escusada sobre a solidão das árvores, o seu novo livro, vem embrulhado de “isto e aquilo“, de tudo e de nada. O poeta atreve-se a afirmar que trata o poema por tu. Não me importo que o poema seja um seu “velho amigo“, desde que eu seja um seu velho leitor. Ontem tinha apenas uma folha, hoje tenho imensas; ainda o posso insultar, mas apenas para que escreva mais e mais.

Respondo por ti se não te importas:” – obrigado José Ilídio Torres.

a minha escolha

15 Abr
15.04.2016

Rhys Hughes tagged me for this. In your status line list 10 books that have stayed with you.

Don’t take more than a few minutes. Don’t think too hard. They don’t have to be great works, or even your favourites. Just the ones that have touched you.
Tag 10 friends including me so I’ll see your list.

Books that have stayed with me?

  1. L’Éducation sentimentale (Gustave Flaubert)
  2. Splendeurs et misères des courtisanes (Honoré de Balzac)
  3. Le Rouge et le Noir (Stendhal)
  4. The Dispossessed (Ursula K. Le Guin)
  5. War and Peace (Leo Tolstoy)
  6. Brave New World (Aldous Huxley)
  7. After Such Knowledge (James Blish)
  8. Le Matin des Magiciens (Louis Pauwels and Jacques Bergier)
  9. Les jeux sont faits (Jean-Paul Sartre)
  10. À la recherche du temps perdu (Marcel Proust)
  11. The Trial (Franz Kafka)
  12. Thus Spoke Zarathustra (Friedrich Nietzsche)
  13. Demons (Fyodor Dostoyevsky)
  • 2010 – The Coandă Effect (Rhys Hughes)
  • 2010 – O Evangelho do Enforcado (David Soares)
  • 2013 – Experiments at 3 Billion A.M. (Alexander Zelenyj)
  • 2014 – Feather (David Rix)
  • 2015 – Sylvow (Douglas Thompson)
  • 2016 – A Suite In Four Windows (David Rix)

Rules: In your status line, list 10 books that have stayed with you. Don’t take more than a few minutes; don’t think too hard. They don’t have to be great works, just the ones that have touched you. Tag 10 friends, including me, so I’ll see your list.

where is the rewind button?

13 Abr
13.04.2016

I enjoyed how you stayed “true” to the content, without giving the reader any hint of how you were planning to turn it around, until they were faced with it. Some nice visual description in here too, and I like how the title ties in to the final part of the story.

We are interested in publishing it…

A minha história “where is the rewind button?” vai ser publicada no site 101 Word Short Stories. É sempre um desafio criar uma história com apenas 101 palavras.

Esta história existia na minha cabeça desde os meus 12 anos e pico e foi pensada para uma prancha de banda desenhada. Lamentavelmente, ou não, nunca conheci qualquer desenhador a quem pudesse pedir uma colaboração, por isso coloquei-a da única forma que sei.

A história verá, agora, a luz do dia.

photo shoot: three plays by d. harlan wilson

12 Abr
12.04.2016

Uma série de fotos com o livro Three Plays de D. Harlan Wilson.

eu sou deus por pedro chagas freitas

11 Abr
11.04.2016

Autor desconhecido. Livro comprado porque estava a decorrer uma sessão de autógrafos.

Livro complicado de digerir. Aguentei-me até ao fim – bravo!

Leitura que não me deslumbrou, mas que gostei de descobrir. Agora já posso dizer que li algo que não precisava de ter lido.

por barcelos

09 Abr
9.04.2016

Umas caras encontradas por aqui e ali… em Barcelos.

© 1999.2018 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera