fragmento.00162

… um desejo evanescente e patético — de voltar àquele ponto da minha vida em que teria podido optar por uma outra direcção completamente diferente daquela que acabou por fazer de mim aquilo que hoje sou?… Sentar-me uma vez mais no musgo quente, com o boné entre as mãos — isso só pode representar o desejo paradoxal de viajar para trás no tempo que me fez, mas levando-me simultaneamente a mim, àquele que agora sou e que foi marcado por tudo o que aconteceu.
Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier (página 146)
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