Archive for month: Julho, 2017

At least this: our memories remain ours, the sole light we poses witch we can still call our own.

from Black Sunshine by Alexander Zeleny

Tal como a natureza abomina o vácuo, os homens abominam o vácuo da História, a descontinuidade forjada pelo imprevisto, de modo que vão atrás e preenchem-no, vão atrás e tentam perceber como aconteceu, tentam identificar aquilo que não viram antes, aquilo para que foram cegos e que agora veem na perfeição. Voltamos atrás e revimos o nosso entendimento do mundo, com o benefício de termos participado no próprio acontecimento.

de À Luz do Que Sabemos de Zia Haider Rahman (páginas 180 e 181)

o francoatirador paciente de arturo pérez-reverte

24 Jul
24.07.2017

Livro lido neste fim-de-semana – ufa!

Gostei. Sim gostei.

de lado – 0044

20 Jul
20.07.2017

Existem pessoas que compram compulsivamente novos sapatos para percorrer constantemente os mesmos caminhos. Eu compro compulsivamente novos livros para percorrer novos caminhos. Quem será o vencedor da luta?

de lado – 0043

20 Jul
20.07.2017

A pior coisa que pode acontecer a um vegan é engolir um mosquito ou talvez não…

o tango da velha guarda de arturo pérez-reverte

11 Jul
11.07.2017

Outro livro de Arturo Pérez-Reverte que teve de ser lido de rajada. Só se tem sossego quando se chega ao fim da leitura e nem assim – existem sensações que perduram.

História fascinante. Personagens memoráveis. O mar marca a sua presença e, também, o xadrez.

Escritor que ainda não me desapontou.

– Você, mulungo, você só me faz rir. Você é boa pessoa. – Aí é que você engana, Nhonhoso: eu não sou bom. Sou é vagaroso nas maldades.

Mia Couto, A Varanda do Frangipani (pág. 67)

De tal maneira que deixei de sonhar. Só os pesadelos me visitavam. Eu estava aleijado desse orgão que segrega as matérias do sonhar. Eu estava doente sem doenças. Sofria dessas maleitas que só Deus padece. Aconteceu assim: primeiro, me acabou o riso; depois, os sonhos; por fim, as palavras. É essa a ordem da tristeza, o modo como o desespero nos encerra num poço húmido.

Mia Couto, A Varanda do Frangipani (pág. 131)

macaco não vê, macaco não ouve

04 Jul
4.07.2017

A ignorância é uma bênção. É a melhor bênção. Não ouvir certa(s) coisa(s), não ver outra(s) tanta(s) é espectacular sossego. Quando não tenho conhecimento de algo, de um acontecimento como me posso aborrecer? Não é e não será possível; uma maravilha certo?

Num mundo em que a informação nos entra pelos poros sem pré-aviso é saudável viver alheado.

Alheado e em tom de cinzento é o meu novo lema.

A velhice o que é senão a morte estagiando em nosso corpo?

Mia Couto, A Varanda do Frangipani (pág. 51)

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