Tal como a natureza abomina o vácuo, os homens abominam o vácuo da História, a descontinuidade forjada pelo imprevisto, de modo que vão atrás e preenchem-no, vão atrás e tentam perceber como aconteceu, tentam identificar aquilo que não viram antes, aquilo para que foram cegos e que agora veem na perfeição. Voltamos atrás e revimos o nosso entendimento do mundo, com o benefício de termos participado no próprio acontecimento.
À Luz do Que Sabemos de Zia Haider Rahman (páginas 180 e 181)
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