20 Set
20.09.2018 ─ É infantilmente simples ─ afirmou Jaskier, pegando numa maça, esfregando-a nas calças e examinado-a de maneira crítica. ─ Neste momento, ele pede-lhe que lhe perdoe as suas diversas palavras e ações. Pede-lhe perdão pela sua impaciência, pela sua falta de fé e de esperança, pela sua teimosia, rancor, irritação e posturas indignas de um homem. Pede-lhe perdão por aquilo que não havia compreendido em determinado momento, por aquilo que não quis compreender…
─ Isso é mentira! ─ Ciri ergueu-se e, num gesto violento, atirou para trás a cabeleira. ─ Estás a inventar tudo!
(…)
Ele… não está a dizer nada! Afinal de contas, eu vi. Ele está ao lado dela e mantém-se calado…
─ É nisso que consiste a poesia, Ciri. Em falar daquilo sobre o que os outros se calam.
(…)
─ O Geralt está parado, com a cabeça baixa, enquanto a Yennefer grita terrivelmente com ele. Grita e agita os braços. O que pode significar isso?
─ Infantilmente simples. ─ Jaskier voltou a olhar para as nuvens no céu. ─ Agora é ela que está a pedir-lhe perdão.
O Tempo do Desprezo de Andrzej Sapkowski (páginas 99 e 100)
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