Sarat pensou na questão. Parecia razoável querer segurança, querer abrigo das bombas, dos Pássaros, da depravação diária da guerra. Mas algures na sua mente, uma ideia começara a arreigar-se — talvez a procura de segurança fosse, em si própria, outro tipo de violência — a violência da cobardia, do silêncio, da submissão. Afinal de contas, o que era a segurança, se não o som de uma bomba a cair na casa do vizinho?
A Guerra Americana de Omar El Akkad (página 141)
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