A impressão de concordar com essa intromissão, de que se está a colaborar («É para o meu bem»), é pior que humilhante; combina todas as desculpas e evasivas que contribuíram para criar as opressivas ditaduras e tiranias do passado. O desposar-se, em todos os aeroportos, da dignidade de viajante, forçando-o a sujeitar-se, é a antítese do que se procura viajando. Sim, vivemos tempos perigosos, mas isso significa ceder a todo o nosso direito à privacidade, então não compensa a trabalheira de sair de casa.
Sul Profundo de Paul Theroux (página 33)
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