the girl with all the gifts por m.r. carey

19 Dez
19.12.2018

Terminei a leitura ontem deste livro que trouxe novas possibilidades para um tema já tão esmiuçado: zombies, mas aqui chamados de “hungries”.

alerta de spoiler

Os humanos são transformados em “hungries” devido ao fungus Ophiocordyceps unilateralis apenas encontrado até então nas florestas tropicas da Tailândia e do Brasil. Os “hungries” vêm com naturalidade os outros humanos como comida. Estes “hungries” são irracionais e agem pela necessidade básica de sobrevivência. Existem outros “hungries” de segunda geração, híbridos, crianças possivelmente geradas de pais já infeccionados, que apesar de atacarem os humanos, são racionais, capazes de aprendizagem. Um destes “hungries” é Melanie. Uma rapariga que encontramos num centro de detenção/laboratório onde se procura uma cura. Aqui ela cria uma relação especial com a professora/psicóloga Helen Justineau. Relação que é o motor chave da história.

Entre percalços a base é invadida e apenas conseguem fugir, Melanie, Helen Justineau, o Sargento Parks, o soldado Kieran Gallagher e a cientista Caroline Caldwell. 

Entre outros percalços e mais percalços ficamos a descobrir que existem mais “hungries” híbridos que vivem em comunidade e que os “hungries” irracionais acabam, na última fase da vida, por estacionarem juntos. O fungo acaba por consumir o resto do corpo do hospedeiro e transformar-se numa “árvore” cujos frutos a abrirem-se libertarão o fungo por via área. O que significará o fim para os humanos ainda não contaminados. Isto acaba por acontecer por iniciativa de Melanie. Incendiadas os frutos abrem-se e o fungo espalha-se pelo mundo como chuva.

Melanie é a nova Pandora que abriu a caixa dos pesadelos.

A novidade da obra está nos zombies racionais e na extinção do homo sapiens sapiens.

A esperança de uma “nova humanidade” reside nos “hungries” híbridos e na sua capacidade de aprendizagem. Isto irá acontecer porque Helen Justineau ficou a salvo num perfeitamente hermético laboratório móvel (parte dos percalços) e vai continuar a ensinar – a esperança existe! Transmissão de conhecimentos.


Vi o filme. Existem algumas variantes na forma de contar a história, mas compreende-se isso. Fraco filme, comparado com o livro.


Em resumo. História lida, como costume dizer, sem sobressaltos e mais por culpa da vinda do autor a Portugal. Fiquei curioso. Culpado!

Pintura: Pandora por Nicolas Régnier (via wikipedia)

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