Em vários livros, sempre que tem oportunidade, Paul Theroux diz mal das viagens de avião. Segundo a sua ideia, trata-se de uma forma artificial de viagem — um viajante a sério sente o chão, atravessa fronteiras terrestres e marítimas.
(…)
O tempo que passamos nos aviões não existe? Porquê? Objetiva, concreta e cientificamente existe — passa o relógio. O tempo apenas não existe quando o recusamos, quando não o sentimos, quando não fazemos nada com ele, quando não tentamos entendê-lo.
Viajar de avião é como chocar de encontro a uma parede — não é natural e não é para todos.
É preciso aprender a andar de avião.
O Caminho Imperfeito de José Luís Peixoto (páginas 121 e 122)
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