12 Fev
12.02.2019 ─ Rosabianca, afinal não tens os cabelos verdes!
─ Verdes?
─ Sim. Eu pensava… Pelo menos não podia pensar que não fossem verdes… E que não tivesses sido salva por mim do fogo!
─ Do fogo?
─ Sim. Porque te admiras? Do fogo. E nunca foste enfermeira.
─ Enfermeira?
Encostados a um grade, viam quase sem ver Florença lá em baixo.
─ Porque perguntas? Não posso gostar de ti, Rosabianca! Pensei que tinhas os cabelos verdes e que te salvava do fogo… Mas nada disso sucedeu.
Rosabianca apertou-lhe o braço com força.
─ Giovanni! Se queres, pinto de verde os cabelos, subo para um quarto andar e deito-lhe fogo. Salvas-me?
─ E fico ferido? Serás a minha enfermeira?
─ Sim, se quiseres serei a tua enfermeira.
─ Está bem, Rosabianca. Sobe lá para o telhado que eu vou deitar fogo à casa.
A Cidade das Flores de Augusto Abelaira (página 159)
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