No meu reduto, no Pasteur, uma mosca dá-me cabo dos nervos. Não suporto moscas armadas em estúpidas. Abro a janela de par em par e ela, em vez de fugir para as árvores que ladeiam o pavilhão, volta a entrar aos ziguezagues em direção à parede do fundo. Há dois segundos andava aos encontrões ao vidro, esbarrava à direita, à esquerda, em todos os sentidos; agora que a janela está aberta, que o céu lhe estende os braços, erra absurdamente pela sombra.
Babilónia por Yasmina Reza (página 34/35)

Delirante.

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