a substância do amor e outras crónicas de josé eduardo agualusa

27 Jun
27.06.2019

A crueldade feminina fascina os homens. Amar uma mulher sem veneno é como jogar à roleta-russa com uma pistola fulminante. A obscura força que leva um sujeito a lançar-se da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, preso a uma frágil lona (um parapente ou um asa-delta), em direção ao imenso abismo azul, aos prédios aguçados, às areias luminosas da praia do Pepino, é a mesma que o precipita, indefeso e nu, para os braços de uma mulher. 

Quando o louva-a-deus encontra a sua deusa e esta lhe diz vem, vou-te comer, o infeliz sabe que aquilo não é uma metáfora. Mesmo assim, seguro de que depois do amor será servido ao jantar, o louva-a-deus persigna-se e vai. É o que nós fazemos – homens e mulheres -, à procura do amor, em fuga do amor, desencontrados.

Wook

Sei que já li em livros anteriores de José Eduardo Agualusa:

  • A Velha Esperança morreu sentada (conto)
  • O Último Andar (conto)
  • Dançar outra vez (crónica)
  • e outras referências

Qual a importância disso? Nenhuma e alguma – serve para sossegar a minha obsessão por pormenores, pois claro.

E quanto ao livro A Substância do Amor de José Eduardo Agualusa? Uau formidável; delirante – fantástico. Tanta coisa boa em poucas páginas.

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1 resposta
  1. paulo brito says:

    Agora percebi. Não tenho lido os livros por ordem cronológica, mas por ordem de compra.

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