coincidências

Estava encostado às caixas de correio em castanho ferro na minha leitura quando começou a chover desalmadamente, como se o fim do mundo fosse hoje e agora. Muitas pessoas foram apanhadas de surpresa pelo intenso chuveiro. Parei a minha leitura nas palavras “tocou, tocou sempre, quase sem parar, em uma interrupção que fosse” [1] – coincidências.

Eu, como estava protegido não me preocupei por aí e além. Sempre gostei de ver o cair da chuva nas pessoas desprevenidas, não sendo eu uma delas – naturalmente.


[1] A Rapariga que Inventou um Sonho de Haruki Murakami (página 335)

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