— Neste mundo não existe a bondade absoluta nem a maldade absoluta — enunciou o homem. — O bem e o mal não são entidades estáticas e intangíveis, mas sim valores que estão sempre a trocar de lugar e de posição. O que hoje é considerado o «bem» pode transformar-se no «mal» enquanto o diabo esfrega um olho. mesmo acontece no mundo que Dostoiévski descreve em Os Irmãos Karamázov. O importante é preservar o equilíbrio entre esse bem e esse mal em perpétuo movimento. O facto de um dos dois se inclinar demasiado para um lado dificulta a conservação da moral realista. Sim, o bem é o equilíbrio em si mesmo.
1Q84 (vol 2) de Haruki Murakami (pág. 223)
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