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(…) De manhã, a história é outra, mais intensa, barulhenta e igualmente bela. Intrigante. E desastrosa. Estivemos lá uma semana e tal e nunca vimos uma escola de condução. Desconhecemos mesmo a existência de aulas de código. Há 16 milhões de habitantes, dez milhões de carros. Desses, dois milhões são táxis. Nenhum deles respeita o que quer que seja. É n típico deixa andar. Diz-se do Cairo a título anedótico que as intermináveis buzinas funcionam como uma espécie de terceira língua, que os condutores estão preparados para qualquer circuito de Fórmula 1 e que um peão que sobrevive aos motoristas é capaz de se esquivar até de tiros de snipers.
Viagens Sem Bola de Rui Miguel Tomar (página 52)
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