Author Archive para: paulo brito

3 graphic novels

14 Ago
14.08.2009

Há histórias de banda desenhada que devido à sua qualidade gráfica e/ou a argumentos inteligentes se lêm e relêm em qualquer altura.

joker

joker

The Killing Joke [1988] (A Piada Mortal) com o texto de Alan Moore e desenhos de Brian Bolland é um destes exemplos. E apesar desta graphic novel ser “one-shot” mudou o universo DC.

De todas as histórias que li com o Joker esta continua, ainda, a ser a melhor. São os textos. São os desenhos. É o conjunto. Possuo a edição brasileira da Editora Abril (Série Graphic Novel, n.º 5, Set/1988) que além de ter uma tradução excelente, respeitou o formato da novela original. Sou, pois, um sortudo.

Se Alan Moore é hoje mais conhecido fora do circuito de banda-desenhada graças ao filme Watchmen baseado na novela gráfica com o mesmo nome publicada em 1986, com o argumento de Alan Moore e os desenhos de Dave Gibbons, a sua contribuição vai para além disso. Felizmente.

Temos V for Vendetta, a recriação da personagem Swamp Thing e a criação do formidável John Constantine, The League of Extraordinary Gentlemen entre tantas outras contribuições.

De Brian Bolland, também, conheço o seu trabalho em Camelot 3000, que puderei falar noutra altura.

moebius, galactus

galactus

Outro exemplo é a novela gráfica “Silver Surfer: Parable” [1988] por Moebius e Stan Lee. É uma obra memorável, mas claro que tem dois pontos a seu favor:

  • Stan Lee um dos gigantes dos comics books
  • Jean Giraud aka Moebius um dos gigantes da banda-desenhada europeia

Li a muito boa edição da Editora Abril (Graphic Novel, n.º 11, 1989). É admirável passear pela aventura, pelos inconfundíveis desenhos de Moebius que salientam a linda poesia dos textos de Stan Lee.

Descobri o trabalho de Moebius com o espectacular – “Les Yeux du Chat” (1978) – “Os Olhos do Gato” (edição da Martins Fontes, Brasil) em colaboração com Alejandro Jodorowsky. E depois seguiram-se as aventuras do Incal, também em colaboração com Alejandro Jodorowsky. Depois foi Arzach, L’Homme est-il bon?, Le Garage Hermétique e como Giraud, com Charlier, as aventuras do Tenente Blueberry.

Sobre Stan Lee há pouco ou muito a dizer.
Foi o criador em colaboração com outros, especialmente Jack Kirby e Steve Ditko, do Homem-Aranha, dos X-Men, do Hulk, dos Fantastic Four, do Iron Man, do Thor, do Daredevil, do Doctor Strange e de outros tantos mais.

moby dick

moby dick

O terceiro exemplo é a novela gráfica Moby Dick (1990), uma adaptação de Bill Sienkiewicz e com o texto de D.G. Chichester. Este desenhador é possuídor de um traço inconfundível. Com uma grande mestria conseguiu integrar nos comics pinturas a óleo e técnicas de colagem. Não me lembro de ver algo semelhante exceptuando Vicente Segrelles com o seu Mercenário.

Cada prancha de Moby Dick – a edição na minha posse é da colecção Classic Illustrated, n.º 1 da Editora Abril, 1990) – é por si só uma obra de arte. A primeira vez que tomei conhecimento com o seu estilo foi numa história que narra a origem de um inimigo do Batman (assim que descobrir a revista irei falar dela) e o nome do desenhador ficou-me no canto do olho.

Existe igualmente um novela gráfica do Daredevil com desenhos/pinturas de Bill Sienkiewicz. Ainda não a encontrei.[1] É um desenhador que nos obriga a olhar para cada página com cuidados redobrados.


[1] o que me faz pensar que ainda possa, talvez, estar em mãos estranhas.

arrumação

13 Ago
13.08.2009

Não consigo arrumar as minhas revistas de comics. Tenho agora pilhas e mais pilhas de revistas junto à scanner para digitalizar algum pormenor que pretendo registar à guisa de apontamento no blog.

As únicas revistinhas que consegui arrumar sem sobressaltos foram 448 revistas da “Turma da Mônica”. Poderia ter arrumado 470 ou mais, mas quando dei por mim o meu rebento de 3 anos tinha utilizado umas revistas para testar a qualidade de absorção do papel com marcadores coloridos. Outras revistas tiveram as suas páginas arrancadas. Foi um festival de papel,

papel muito colorido.

Não fiquei com isto minimamente aborrecido. Afinal já descobri outras pinturas em imensos cantos da casa.

roupeiro, margarida

arrumação?

Para a minha filha a casa e o mundo é uma tela à sua inteira disposição.

o fadista

07 Ago
07.08.2009

Tinha 20 anos e fui em Agosto de 1988 uma semana de férias a Lisboa a convite de um colega. Durante esses dias fui um clandestino na sua residência estudantil porque não era aceite a frequência nocturna de estranhos. E eu não me sentindo um estranho era um estranho numa terra estranha. Foi a semana de directas atrás de directas. De tal forma que quando aterrei em Coimbra na minha cama privada de lençóis de seda adormeci ao som do Adagio e sonhei durante 18 horas. Foi uma semana de descobertas. Uma semana bem passada no lindo ano de 1988. Foi o ano do incêndio do Chiado. O ano em que a deputada italiana Chicholina afirmou que ter sexo com preservativo é o mesmo que comer uma sande envolvida em plástico. Sim. Foi nesse ano que descobri pela primeira vez Lisboa. O espaço Gulbenkian com os seus jardins a convidaram à contemplação e ao ócio. O Bairro Alto de ruelas e mais ruelas tortas. Assimetricamente perfeitas. Imbuído de cheiros estranhos e potencialmente mortais. E aí numa quelha pouco poética a transpirar urina descobrimos, eu e o colega Durães, sujeito pequeno de barba grande e rija, uma tasca com um amontoado de gente a desejar entrar. Eram empurrões. Tropeções. Calcadelas. Fungadelas. Palavrões. Aproximando-me da entrada ao som de injurias para tentar compreender o motivo daquela tasca estar tão in sou atingido com uma pontaria admirável no ouvido esquerdo com “Deixem-me passar sou um fadista”. Estas duas palavras ditas de boca molhada por um senhor de alguma idade, de olhar escorregadio, com as pontas dos dedos amareladas, barba mal escanhoada, olhos semicerrados pelo fumo que expelia pelos lábios, libertaram o músico que existia em mim. Agarrei-o pelos ombros e disse-lhe. Gritei-lhe, tamanho barulho saía das gargantas da populaça, que se ele é “um fadista” eu seria nessa noite o seu guitarrista. Entrei na taberna à boleia daquele habitante nocturno de cotovelos afiados que disparando contundentes e certeiras cotoveladas rasgou caminho para o covil “fadista” com a mesma facilidade com que engulo caracóis. E devo dizer que foi uma noite divinal. Fomos um dueto ímpar se é que isso seja possível ou imaginável. Ele não cantava e eu não tocava. E esta perfeita simbiose de dotes musicais encantou não só o público, que duplicava a cada gole de cerveja super-bock demasiado quente, mas, especialmente, os elefantes cor-de-rosa. Esses estavam enlouquecidos pelo nosso espectáculo.

Sim. 1988 foi um bom ano.

warning at the park

02 Ago
02.08.2009

warning at the park.

asteraceae ii

28 Jul
28.07.2009

Margarida é o nome popular comum a uma grande variedade de plantas (e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de “margarida” qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc, que, por sua vez, são também nomes utilizadas para espécies diversas que nem sempre coincidem.

Wikipédia

asteraceae i

25 Jul
25.07.2009

Margarida é o nome popular comum a uma grande variedade de plantas (e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de “margarida” qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc, que, por sua vez, são também nomes utilizadas para espécies diversas que nem sempre coincidem.

Wikipédia

sleeping

18 Jul
18.07.2009

Em sono profundo.

vinte mais dois

14 Jul
14.07.2009

Esta história, Vinte Mais Dois (1961), de Frank Gruber, que teve honras de adaptação cinematográfica, é de fácil leitura. Mas perde-se a páginas tantas. Mais concretamente a partir da página 146. E apesar de Tom Alder, especialista em descobrir herdeiros desaparecidos, ser uma personagem muito interessante e convincente não salva por si só um romance policial transfigurado em história de cordel, tão típicas da revista Maria. Ficamos a saber, na moral da história, que os maus são sempre maus.

Felizmente temos uma Patricia Highsmith para nos dar um mau bom.

candles

02 Jul
02.07.2009

E são velas e mais velas.

E dois bidões.

ofício de matar

28 Jun
28.06.2009

– Estou despedido? – inquiriu Sam, esperançadamente.
– Enquanto eu for aqui o capataz – disse Johnson àsperamente – … ou não sou? Você está despedido.
– Magnifico. – exclamou Sam.
Johnson consultou Johnny:
– Acha que deva despedi-lo?
– Você lá sabe. Você é o capataz – responde Johnny, calmamente.
– Bem, nesse caso, não está despedido.
– Não. – protestou Sam. – Você não pode voltar com a palavra atrás. Você disse que eu estava despedido…
– Tenha paciência.(…)

Livros do Brasil, colecção Vampiro n.º 159

Johnny Fletcher e Sam Cragg tornam fácil a leitura de “Ofício de Matar” (“A Job of Murder” [1949]) de Frank Gruber. São duas personagens bem delineadas que se movem com desenvoltura. Leitura simpática.

Na edição em português o título original tem a indicação de “A Job of Murder”
No site The Thrilling Detective temos esta referência:

The Leather Duke (1949; AKA A Job of Murder; Johnny Fletcher & Sam Cragg)

The Thrilling Detective

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