Entries by

cansaaaaaaaaaaativo!

Quando o sonho tem como personagem principal uma caixa que tem de ser embrulhada com papel que não existe é um tumulto mental – cansaaaaaaaaaaativo! Quando o sonho tem como personagem principal uma caixa já embrulhada em papel, mas sem fita cola para o manter colado é um tumulto mental – cansaaaaaaaaaaativo! Odeio estes sonhos […]

queixas e queixas

Se quando as pessoas não usavam máscara eu já não as reconhecia quando se cruzavam comigo, como é que agora as mesmas se podem queixar? tão rodeado de pessoas alienadas e estúpidas que até me assusto. (update 17h29)

aqui se fala também de pessoa

(…) Berrando, como ele próprio escrevia[1], pensava defender uma inocência do eu virgem e selvagem. Gabava-se, com desprezo, de não ser um empregado, como se isso lhe garantisse uma especial autenticidade e como se as trocas de murros de Hemingway tivessem de ser, a priori, mais poéticas do que as tarefas de escritório despachadas por […]

fragmento.000476

A História só adquire a sua realidade mais tarde, quando já passou, e as ligações gerais, instituídas e escritas nos anais anos depois, conferem a um acontecimento o seu alcance e o seu papel. Recordando a derrocada búlgara, acontecimento decisivo para o desfecho da Primeira Guerra Mundial e portanto para o fim de uma civilização, […]

prateleira.0003

Nesta prateleira quase só banda desenhada. No lado esquerdo uma colecção de cromos de animais. No topo jornais, Barcelos Popular, nos quais constam crónicas minhas da década de 80/90 do século passado. Revistas da Mônica em Inglês e Espanhol.

donauquelle

A estátua junto à fonte de Donaueschingen mostra o Danúbio como uma criança de tenra idade nos joelhos de uma figura feminina representando a Baar, a aprazível região de colinas que em redor se desdobra. Esta imagem infantil é insólita na iconografia do grande rio, que aparece geralmente retratado numa efígie de maturidade majestosa e […]

“las castas”

(…) O painel gostaria de classificar e distinguir rigorosamente — até no traje — as castas, sociais e raciais, mas acaba por exaltar involuntariamente o jogo caprichoso e rebelde do eros, o grande destruidor de qualquer hierarquia social fechada, que confunde e baralha as cartas ordenadas, que mistura os ouros às copas ou às espadas […]

em casulo

Deitado no sofá do meu antigo escritório, tapado por uma manta, mãos enfiadas nos bolsos das calças, com o termoventilador a espirrar farrapos de calor, comecei a sentir uma saudável languidez a assaltar-me o corpo. Saí para trabalhar já crisálida. Naquele casulo e durante 15 minutos tive o melhor momento do dia.