as tentações de santo antão

As Tentações de Santo Antão é um tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch que terá sido pintado entre 1495 e 1500. Está em exposição em Lisboa no Museu Nacional de Arte Antiga, a partir do antigo palácio real das Necessidades.

Wikipédia

Esta pintura serviu e bem de inspiração à capa do livro Ficções de Jorge Luis Borges editado pela Quetzal.

uma oferta para o palato

Ontem foi-me oferecido duas saquetas de um chá que ainda não tinha provado.

Chegado a casa, pimba; primeira experiência na minha caneca de chá habitual. Fica no palato o sabor a canela e a gengibre, mas o picante da pimenta preta apenas se sente suavemente. Conclusão: água em demasia.

Hoje experimentei no local de trabalho num copo mais pequeno e agora sim o picante da pimenta preta, combinado com a canela e o gengibre é sentido na perfeição.

Às vezes sou uma pessoa de experiências.

louvor do livro de josé tolentino mendonça

Excelente.

Ler e reflectir neste texto de José Tolentino Mendonça – “Louvor do Livro”. Discurso proferido na entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva.

Revista Ler – Primavera/Outono 2020 – n.º 157

fahrenheit 451 de ray bradbury

Já não me recordava o quanto este livro, Fahrenheit 451, é poderoso – assustador; presciente.

Continua a ser uma leitura revigorante e obrigatória.

Tradução: Casimiro da Piedade

o imortal hulk #1

Brilhante. Delicioso.

Depois de uma longa paragem o remoço das leituras de revistas da Marvel não tem desapontado.

(…) — E a segunda?
— Ócio.
— Oh, mas já temos imenso tempo livre!
— Tempo livre, sim. Mas tempo para pensar? Se não estamos a conduzir a mais de cem à hora, sem espaço na cabeça para outra coisa que não seja o perigo da situação, estamos em casa a jogar um jogo qualquer ou sentados numa salinha rodeados de ecrãs de televisão. Porquê? Porque a televisão é “real”. É imediata, tem dimensão. Diz-nos o que pensar e di-lo aos gritos. Aquilo só pode ser certo para nós, parece tão certo. Leva-nos tão depressa na enxurrada até às suas conclusões que a nossa mente não tem nem tempo para protestar e pensar no absurdo de tudo aquilo.
(…)
— A minha mulher diz que os livros não são reais.
— Graças a Deus por isso! Podemos fechá-los e dizer: “Espera lá…” Podemos ser Deus com eles. Mas quem já conseguiu desprender-se das garras que nos envolvem numa sala de ecrãs? Estes fazem de nós o que querem! São um ambiente tão real como o mundo lá fora. Tornam-se e são a verdade.
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury (página 116)

(…) — Número um: sabe porque é que livros como este são tão importantes? Porque têm qualidade. E o que significa a palavra “qualidade”? Para mim significa textura. Este livro tem poros. Tem feições. Podíamos analisá-lo ao microscópio, e encontraríamos vida por baixo da lamela uma profusão de vida em movimento. Quanto mais poros, quanto mais registos dos pequenos pormenores da vida tal como ela é encontramos por centímetro quadrado numa folha de papel, mais “literário” é o texto. Essa é, pelo menos, a minha definição. O pormenor revelador. O pormenor fresco. Os bons escritores tocam muitas vezes a vida. Os medíocres apenas lhe passam a mão pelo pelo. Os maus violam-na e deixam-na para as moscas. Vê agora porque os livros são temidos e odiados? Porque mostram os poros do rosto da vida. As pessoas confortáveis querem apenas rostos lisos como cera, sem poros, sem pelos, sem expressão. Vivemos num tempo em que as flores procuram viver à custa de outras flores, em vez de se agarrarem ao solo fértil e subsistirem da chuva.
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury (página 115)

os espelhos

Os espelhos reflectem a nossa imagem que parece encontrar-se atrás do espelho. E, talvez, por isso os espelhos têm um misticismo que é perpetuado em histórias.

A história mais conhecida é certamente a do livro Alice do Outro Lado do Espelho de Lewis Carroll.

O mesmo objecto é utilizado nas aventuras de Harry Potter. 

Outro exemplo, mais visual, é o do filme Constantine.

constantine

E, hoje, falo disto por causa do jogo World of Warcraft (Shadowlands) e também pela leitura da revista Hulk #1 – ambos usam o espelho como alavanca na história.

world of warcraft
hulk #1

thor, vol. 01 de 04

Esta revista compilou em 4 números não somente a quinta série norte-americana de Thor e a subsequente King Thor, como também material proveniente de outras revistas.

Neste número, Thor #1, temos histórias excelentes. Realmente delirantes a todos os níveis.

As minhas leituras do crossover A Guerra dos Reinos (The War of the Realms):

wolverine, versão fim dos tempos

Milhares de anos no futuro, após a total destruição da Terra esta é “reacendida” pelo Rei Thor e as suas netas. Contudo descobrimos que houve alguém que sobreviveu: Wolverine. E é aqui que o vemos aliado à Força Fênix.

Imagem retirada da revista Thor #1