Archive for category: poemas

sal-gema

30 Out
30.10.2018

O que tive fazer para ajudar…

Fui à praia para encontra
ruma rocha especial,
com sabor a sal.

Descobri muitas rochas.
Umas em forma de ovelhas,
outras em forma de borrachas.
Umas eram velhas.
Outras pareciam novas:
polidas e brilhantes,
muito elegantes.

Fiquei com pena
por não encontrar
uma rocha sal-gema.


mas não era isto que se desejava… nova tentativa:

O sal-gema é uma rocha
especial
com sabor a sal.


Forma-se pela evaporação
das águas marinhas.
E a isto chama-se precipitação.


É uma rocha sedimentar
com aplicação alimentar
que fui encontrar na cozinha
a temperar a sardinha!

i don’t love that he gets in me

11 Out
11.10.2018

I don’t love that he gets in me;
I don’t love that he strolls in me;
I don’t love that he has fun in me;
Him? He loves to get in and out of me:
without remorse, without morality.
But today I decided to take back the possession of the key for me:
I killed him.
And, now, I love to be eating him piece by piece into me.

círculo

01 Mar
01.03.2018

Tenho em mim
uma tristeza
sem começo nem fim.

************************************
************************************
************************************
Por isso desenhei um círculo.

escrevo

12 Dez
12.12.2017

Escrevo
em avulso,
por grosso.
Assim e assado!

Escrevo palavras
açucaradas,
azedas,
insossas,
mas nunca salgadas.
O sal é sagrado.
Beatifica-me o corpo
e o espaço.

Escrevo palavras
planas,
convexas,
côncavas,
mas nunca espelhadas.
O espelho é cópia.
Reflecte-me o real
e o virtual.

Sombras de beatas.

Escrevo um sim.
Escrevo um não,
mas nunca um talvez.
Se não estou tramado
com a indefinição.

i wrote you a beautiful poem

06 Ago
06.08.2017

English version:
l wrote you a beautiful poem
that I tore in pieces.
You can possess my body,
But never the soul.

Chinese version:
我寫你一個美麗的詩
我撕毀了成小塊。
你可以擁有我的身體,
但從來沒有靈魂。

não adoro que ele entre em mim

19 Nov
19.11.2016

Não adoro que ele entre em mim;
não adoro que se passeie em mim;
não adoro que se divirta em mim.
Ele? Ele adora entrar e sair de mim:
sem remorsos, sem moral.
Mas hoje decidi retomar a posse da chave para mim:
matei-o.
E, agora, adoro estar a come-lo pedaço a pedaço para dentro de mim.

diving

17 Nov
17.11.2016

I wear clothes
made with fog rags
stitched with moonlight lines
and I dive into dream waves.

1000 estrelas

27 Out
27.10.2016

O meu poema “1000 estrelas” irá ver a luz do dia – vai ser publicado.

call for submissions for poeticdiversity: the litzine of los angeles

07 Jul
07.07.2016

Enviei um poema para possível publicação no Poeticdiversity: The Litzine of Los Angeles, número Novembro de 2016.

Espero que o mesmo seja do agrado da editora Marie Lecrivain.

o silêncio

30 Nov
30.11.2014

Um poema publicado no Barcelos Popular em 1988.

o silêncio

o silêncio

© 1999.2019 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera