Archive for category: fragmentos

17 Out
17.10.2019 A dor não traz nada de positivo neste processo de descoberta de si. Não aprendemos nada de essencial sobre a nossa intimidade ao voltar contra nós o impulso de morte e ao tentar transfigurar esse movimento em estética do sofrimento. Já nos basta o negativismo em pequenas doses injetadas naturalmente pelo real, não é necessário acrescentar energia negra e malévola.
Teoria da Viagem. Uma Poética da Geografia de Michel Onfray (página 75)

17 Out
17.10.2019 Quanto a mim, adoro o avião, que aguarda o seu Marinetti ou o seu poeta futurista antifascista, pois o avião induz uma outra metafísica, contribui para uma nova perceção do tempo e do espaço. Antes dele, estas formas a priori da sensibilidade kantiana deduziam-se fisicamente, hoje constatam-se experimentalmente: o tempo é espaço, velocidade, deslocação, é a translação num espaço intermédio, bem como uma perceção corporal e subjetiva, uma sensação individual e pessoal. Não há tempo absoluto, nem uma ideia do tempo face à eternidade ou ao movimento, mas apenas a pura consciência de si apreendida em durações variáveis.
Teoria da Viagem. Uma Poética da Geografia de Michel Onfray (página 67)

16 Out
16.10.2019 A VIAGEM COMEÇA NUMA BIBLIOTECA. Ou numa livraria. Misteriosamente, ali prossegue, na claridade de razões antes recalcadas no corpo. Assim, antes do nomadismo deparamo-nos com o sedentarismo das estantes e salas de leitura, ou mesmo dos lares onde se acumulam as obras, os atlas, os romances, os poemas, e todos os livros que, de uma forma ou de outra, contribuem para a formulação, realização, concretização da eleição de um destino.
Teoria da Viagem. Uma Poética da Geografia de Michel Onfray (página 27)

15 Out
15.10.2019 Os pastores percorrem vastas extensões, pastam os seus rebanhos sem preocupações políticas ou sociais (…) os camponeses instalam-se, constroem, erguem, edificam aldeias (…). O capitalismos pode nascer e com ele irromper a prisão. Tudo o que recusa esta nova ordem nega o social: o nómada inquieta o poder, tornando-se incontrolável como um eletrão livre e impossível de perseguir, logo, de fixar, de convocar.
Teoria da Viagem. Uma Poética da Geografia de Michel Onfray (páginas 14 e 15)

14 Out
14.10.2019 (…) Hands on a clock, numbers on a bathroom scale, weren’t they only ways of trying to measure invisible forces that had visible effects?
Elevation by Stephen King (pág. 16 e 17)

02 Out
02.10.2019 ‘You know, Jamieson, this life we think we’re living isn’t real. It’s just a shadow play, and I for one will be glad when the lights go out on it. In the dark, all the shadows disappear.’
The Institute by Stephen King (pág. 27)

02 Out
02.10.2019 (…) A chegada à cidade de comboio, penetrar na manhã fresca e na luz que refulgia no rio e se apaziguava nos telhados e na perspetiva das ruas era o princípio imaculado e definitivo de qualquer coisa, a primeira página de um romance, a plenitude do mundo recém-iniciado.
Como a Sombra que Passa de Antonio Muñoz Molina (pág. 125)

30 Set
30.09.2019 Louis achava que Deus, em toda a Sua infinita sabedoria, parecia muito mais generoso quando de tratava de prodigalizar a dor.
Samitério de Animais de Stephen King (pág. 250)

30 Set
30.09.2019 Louis achava o velho tão confortável como uma pantufa (…)
Samitério de Animais de Stephen King (pág. 119)

20 Set
20.09.2019 (…) Chamam-lhes selfies e faz sentido porque, apesar de mandarem estas fotografias uns aos outros, acabam por pensar só neles mesmos.
Vaca Sagrada de David Duchovny (página 25)
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