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“habemus papam”

02 Nov
02.11.2006

Fiquei mais que feliz por existir um novo General das forças do bem.

Acredito, sinceramente, é que os “maus diabos”, além da malvadez inerente à sua própria natureza, são uns autênticos imbecis ao não terem aproveitado a não existência do General para um ataque nocturno à terra. Como sabem um bom diabo ataca, apenas, de noite e os filmes não mentem. Bem, os filmes não mentem, às vezes não dizem é a verdade.
Não quero dizer, com isso, que desejo, nem mesmo a um nível subliminar, que o mal ascenda à terra. Não podem esquecer, acima de tudo, que o próprio acto de ascender [1] para um diabo é, muito naturalmente, uma tarefa complicada sendo, como nos dizem, que a terra é redonda. Não basta abrir um buraco e puf aí­ os têm todos felizes a pularem de alegria [2].
Reparem: o diabo desce no Japão do ponto de vista de um português bom chefe de família [3], mas sobe (vide 1) no Japão do ponto de vista de um japonês. E é esta dicotomia alpinista que tem feito correr rios de lava entre os teólogos do General Lúcifer, Lu para os amigos [4].
É por tudo isso que temos estado, mais ou menos imunes aos ataques das forças do Lu, digo Lu apenas para o irritar, e não por haver um General do bem, que é muito bom existir, para o enfrentar.
Além de que o Lu, Lu = Lúcifer, não precisa muito de descer à terra para transformar isto num bom inferno [5], nós temos estado muito entretidos a fazer isso por ele.

Ups. temos papa. Parabéns.

[1] um diabo não ascende. Ascender é “bom”. Significa elevação, subir. Por isso um diabo tem de descer.
[2] um diabo não sente alegria. A alegria é um sentimento “bom”. Sente sim um ligeiro formigueiro devido à mudança brusca de temperatura.
[3] a definição do que deve ser um bom pater familia português ainda está em esboço, como sabem a nossa nação ainda é jovem.
[4] um diabo não tem amigos. Amizade baseia-se num sentimento “bom”. Um diabo também não tem inimigos. Sendo um inimigo o inverso de amigo, um diabo tinha de ter amigos para saber o que são inimigos. Um diabo tem apenas colaboradores.
[5] o Lu, hehehe, não pode criar um bom inferno (vide 2) e para criar um mau inferno, acho que não vai perder tempo.


Tinha escrito este texto pela altura da subida ao poder de Bento XVI. Após ter perdido o blog inicial decidi não colocar este post por ser descontextualizado, mas, afinal, que se lixe.

até já

31 Out
31.10.2006

O meu pai é bom,
mas quando está a ralhar comigo
parece um tubarão
Mas ele é bom.

Eu sou teimoso
e muito curioso,
mas quando quero uma coisa
sou muito amoroso.

Adeus pai.
Tu és bom,
mas quando estás a ralhar
pareces um leão.

by lm

pecar

03 Out
03.10.2006

Maria tu que concebeste sem pecar
Ajuda-nos a pecar sem conceber.

calinadas

02 Out
02.10.2006

Sou conhecido entre as pessoas que me conhecem – naturalmente – por erros obtusos em adágios e principalmente por Sir Paxo.
Estava, mais um vez a explicar a lm que deve pautar a sua conduta por um equilíbrio comportamental quando decido reduzir a poucas palavras a minha ideia com o provérbio: “tu dás sempre uma no ferro e outra na ferradura.”

cafés

12 Set
12.09.2006

café curto
café pingado
café cheio
meia-de-leite normal
meia-de-leite directa
pingo normal
pingo directo
carioca…

pr’a mim um café.

update 2019.05.23

café sobre o curto

insónia v.3

10 Set
10.09.2006

It was starting to end, after what seemed most of eternity to me.
I attempted to wriggle my toes, succeeded. I was sprawled there in a hospital bed and my legs were done up in plaster casts, but they were still mine.
I squeezed my eyes shut, and opened them, three times.
The room grew steady.
Where the hell was I?
Then the fogs were slowly broken, and some of that which is called memory returned to me. I recalled nights and nurses and needles. Every time things would begin to clear a bit, somenone would come in and jab me with something. That’s how it had been. Yes. Now, thought, I was feeling halfway decent. They’d have to stop.
Wouldn’t they?
The thought came to assail me. Maybe not.
Some natural skepticism as to the purity of all human motives came and sat upon my chest. I’d been over-narcotized, I suddenly knew. No real reason for it, from the way I felt, and no reason for them to stop now, if they’d been paid to keep it up. So play it cool and stay dopey, said the voice which was my worst, if wiser, self.
So I did.

página 1

Roger Zelazny, The Great Book of Amber // editor: Avon Books, New York, Dez. 1999 // isbn: 0-380-80906-0

wall

07 Set
07.09.2006

one wall of the “castelo de melgaço”.

church of melgaço

07 Set
07.09.2006

No exterior da Igreja de Melgaço.

espelho

23 Ago
23.08.2006

Porque motivo perverso os espelhos que me vêm não mostram aquilo que sou?

insónia v2

19 Jul
19.07.2006

A todos aqueles que, como eu, pensavam que era impossível estar a dormir acordado, a dormir sem sono, ter sono e não dormir tenho a dizer que tal é possível.
O resultado é uma forma de hibernação sonhadora, não reparadora.

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beam me up, scotty!