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young birds

08 Ago
08.08.2010

an image created only to illustrate an entry on my personal blog.

tintin no país dos filósofos

08 Ago
08.08.2010

Só descobri que a banda desenhada que adoro e que me divertia imenso ler e que ainda me diverte podia ser uma “coisa” séria e caso de estudo foi quando vi em exposição o livro “Tintin no Psicanalista” de Serge Tisseron (Bertrand Editora, 1987).

tintin au pays des philosophes

Li-o mais por curiosidade e fiquei atarantado pela análise que é feita não apenas à personagem Tintin, mas a todo o seu universo. Foi mais o subtítulo da obra “Ensaio sobre a criação gráfica e a encenação dos seus dados na obra de Hergé” que me despertou grande interesse na sua leitura e que até me arrancou um “olha-me isto!”
Recomendo-o naturalmente.

Mas o motivo deste post foi a aquisição do Hors-Série da “Philosophie Magazine” (setembro.2010) de título “TINTIN au pays des Philosophes”. Li-a depois do quinto álbum do Gaston e é de uma leitura suave e um número espectacular. A revista é de capa dura e com temas que nos obrigam a reler os álbuns de Tintin de outra forma.

“Milou contre Descartes”, “Le courage selon Tintin”, “Le mystère de la trinité”, “L’écrin du monde”, “Le réel et son double”, “Le décalage du rire” entre outros artigos permitem dar razão a Sven Ortoli quando este no editorial escreve:

S’il existe une manière faussement paresseuse et vraiment joyeuse de faire de la philosophie, c’est bien en lisant Tinti!

Philosophie Magazine

A colaboração da Philosophie Magazine com as edições Moulinsart e com cumplicidade de Michel Serres, Pascal Bruckner, Clément Rosset, Philippe Descola e muitos outros permite ver a profundidade histórica e filosófica de Tintin e do seu criador Hergé. E quem não se recorda destes dizeres:

Tintin (e todos os outros) sou eu, tal como Flaubert dizia: “Madame Bovary sou eu!”. São os meus olhos, os meus sentidos, os meus pulmões, as minhas tripas… Creio que sou o único a poder animá-lo no sentido de lhe dar uma alma. É uma obra pessoal, tal como o é a obra de um pintor ou dum romancista. Não é uma indústria! Se outros pegassem em “Tintin”, talvez o fizessem melhor, talvez menos bem. Uma coisa é certa, fá-lo-iam de outra forma e, assim deixava de ser “Tintin”.

Eu criei-o, protegi-o, alimentei-o como um pai cria um filho.

Tintin et moi. Entretiens avec Hergé de Numa Sadoul

Neste Hors-Série temos um manual de moral, uma aula de antropologia, pensamentos sobre a arte, uma reflexão sobre o rir, … entre outras considerações.

Brilhante. Uma peça a ler e a coleccionar.

o hulk de cor… cinza

07 Ago
07.08.2010

Uma das grandes mudanças na vida do Hulk, além da mudança de cor – passou a ser novamente cinza e não verde -, aconteceu com a intervenção de Peter David como argumentista. E, quando, entram os desenhos de Todd McFarlane é o que se chama “ouro sobre azul”.

(…)

As cores uma ligeira explicação.
Bruce Banner ao ser atingido pela explosão de uma bomba gama sofreu um alteração molecular e sempre que sofria uma tensão emocional forte transformava-se num monstro cinza. Com o tempo o monstro, chamado de Hulk, ficou mais forte e poderoso passando a ter um tom verde.

Graças à intervenção do cientista Leonard Samson o Hulk foi separado durante algum tempo do Bruce Banner. Isto só criou problemas mais graves. O ponto máximo ocorreu quando a estrutura molecular de ambos começou a ficar cada vez mais instável – ambos estavam a morrer. A separação foi cancelada com a ajuda de Visão (Vision); com a sua capacidade de controlar a densidade do seu próprio corpo Visão conseguiu reintegrar o Hulk e o Bruce Banner.

hulk

hulk, o cinza

Mas até isto foi sol de pouca dura.
Enfim + Samson + novo tanque com nutrientes + ex-general Ross + confusão = novo Hulk cinza e um pouco mais fraco, mas agora o Hulk só aparecia? à noite e era mais esperto e maldoso.

Adorei ler as histórias desta fase que foram não apenas desenhadas por Todd McFarlane, mas igualmente por George Pérez entre outros.

A ilustração deste post faz parte de uma história da revista “The Incredible Hulk” n.º 344 (1988) editada pela Abril Jovem em Outubro de 1991 na revista “O Incrível Hulk” n.º 100.
As histórias foram hoje relidas por alto e arrumadas na estante.

As personagens e a imagem são propriedade da Marvel.

clothes in the shade

07 Ago
07.08.2010

Roupas a secar ao sol na sombra

lagartixa, again… porque não!

07 Ago
07.08.2010

O fascínio por este tipo de “coisas” levam-me a fotografar sempre estes répteis em miniatura.

lagartixa, again… por que não!

07 Ago
07.08.2010

O fascínio por este tipo de “coisas” levam-me a fotografar sempre estes répteis em miniatura.

window and bar

07 Ago
07.08.2010

Janelas com barras; prisão não?

old house

07 Ago
07.08.2010

Old house. New photo.

a margarida e eu, versão naïf

06 Ago
06.08.2010

Mais um vez sou vitima do olhar fulminante da minha filha. Sou o seu modelo preferido.
– És tu pai!
– Uau, ainda estou para descobrir como descobres o meu verdadeiro eu!

Bem, até que desta vez desenhou vulcões.

versão naïf, eu

versão naïf, eu again

versão naïf, eu again & again

versão naïf, vulcão

versão naïf, vulcão

bhagavad-gita

02 Ago
02.08.2010

Acabei de ler Bhagavad-Gita.

(…)

Nada de aplausos ou olhos esbugalhados em sinal de surpresa – não se acaba o Bhagavad-Gita.
Bhagavad-Gita é um livro cheio de camadas, camadas e mais camadas que nunca está lido.

Por isso: cheguei à última página do Bhagavad-Gita. O Bhagavad-Gita foi-me de forma maquiavélica – brincadeira! – oferecido por João.
Não sei o que dizer depois de o pousar na mesinha da cabeceira. Não tenho qualquer comentário saído da cartola. Talvez arrisque a dizer que é um livro inexplicável e de uma pureza espiritual assustadora.

Ler Bhagavad-Gita e ouvir diariamente os cânticos védicos, em especial o Maha Mantra, tornou-me mais feliz, mais relaxado, mais tolerante comigo e com os outros. Ainda não sou capaz de dar “um salto de fé” e avançar para um outro nível. Algumas das razões eu sei quais são e são razões menores; as outras razões ainda estão a ser desfiadas na minha consciência ateística – o “salto” é uma coisa realmente danada!

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beam me up, scotty!