Archive for category: blog

são cheiros

16 Mar
16.03.2020

Desde que se recorda o cheiro das fezes incomoda-o. Foi tentando reduzir os odores nauseabundos experimentando mudanças alimentares. Apenas frutas, aqui apenas laranjas, maças, bananas, etc… e depois combinações de várias frutas; apenas insectos, combinações de insectos, insectos com frutas, com carne, com peixe, marisco, vegetais; apenas lacticínios, águas, vinhos, licores. Imaginem todas as variantes possíveis e imaginárias de comida e de qualquer coisa remotamente comestível. Nada resultou, os dejectos mudavam a consistência, mas o odor continuava a ser asqueroso.

Até que a solução lhe surgiu tão cristalina como o gelo. Desde que eliminou os receptores no nariz responsáveis pelo olfacto nunca mais teve problemas. Agora o mundo tem o cheiro ideal.

a rapariga que inventou um sonho de haruki murakami

16 Mar
16.03.2020

Este livro de contos, “A Rapariga que Inventou um Sonho”, revela que Haruki Murakami cria magia em qualquer registo.

Adorável livro de contos.

Tradução de Maria João Lourenço

o cagão

14 Mar
14.03.2020

O Coronavírus – COVID-19 fez aparecer uma nova espécie, sub-espécie, uma nova “coisa”: o Cagão, capaz de gastar 159 embalagens, 2.300 metros de papel higiênico em apenas 10 minutos. O mundo está a ser um lugar de merda para viver.

contacte um administrador – 0011

13 Mar
13.03.2020

contacte um administrador: nem o Coronavírus – COVID-19 consegue derrubar o erro de sistema. O erro de sistema tem disponível tanta redundância que consume todos os processos cognitivos disponíveis.

gralhas de sonho

12 Mar
12.03.2020
página 317

página 393

Há gralhas que me passam pelos olhos e que nem reparo ou que nem ligo. Outras há que me apetecem registar, como estas.

Na segunda imagem o nome correcto é Mizuki Ando e não Andro.

A Rapariga que Inventou um Sonho de Haruki Murakami (pág. 317 e 393)

foto semana da leitura, 2020

12 Mar
12.03.2020

Aqui se exibe a minha foto para semana da leitura de 2019.

O livro é, Viver com os Outros de Isabel de Nóbrega, a citação está aqui.

p.r.o.f.e.s.s.o.r.

12 Mar
12.03.2020

O combate ao Coronavírus – COVID-19 pode passar por em colocar na linha da frente seres que têm habitado locais inóspitos, áridos nos quais o vazio cerebral e corporal é quase, quase garantido e os vírus não se propagam no vácuo! Estes locais são, para quem desconhece, as Pousadas Remotas Onde Fecundam Estúpidos Sisudos e Solenes de Olhar Resiliente; localidades mais conhecidos como P.R.O.F.E.S.S.O.R.

Esperemos que estas armas de estupidez massiva seja uma das soluções.

covid-19 vs estúpidos?

11 Mar
11.03.2020

Os estúpidos não são afinal capazes de conter o Coronavírus – COVID-19. Apesar de todas as medidas tomadas a estupidez continua a progredir a um ritmo galopante e não revela sinais de abrandamento.

Os investigadores pensavam que o vírus fosse de alguma forma capaz de reduzir os obtusos, mas tal verificou-se infundado. Mesmos vítimas do vírus os estúpidos continuam estúpidos como sempre. Podem recuperar do Coronavírus, mas a estupidez está de tal forma imbuída no tecido cerebral que não existe qualquer solução; por sinal até pode potenciar a maleita.

Pelos vistos o Coronavírus – COVID-19 é democrático e atinge todos por igual. Nunca será acusado de racismo, parcialidade, xenofobia, sexismo, de ter, enfim qualquer tipo de preconceito.

11 Mar
11.03.2020 — A resposta é o tempo — afirmou o senhor Ricker no primeiro dia de aulas do décimo ano de Pete. Andava de um lado para o outro na sala, com as antiquadas calças à boca de sino a balançar, sacudindo os braços ocasionalmente. — Sim! O tempo separa impiedosamente o que é estúpido do que não é estúpido. É um processo natural, darwinista. É por isso que os livros de Graham Greene estão disponíveis em qualquer boa livraria, e os livros de Somerset Maugham não.
Perdidos e Achados de Stephen king (pág. 95)

Ainda há pouco tempo falei disto.

10 Mar
10.03.2020 Ela deu à luz um rapaz cerca de um ano depois de se terem casado e morreu três dias depois. Tal como morreu, assim foi cremada. Apagou-se, sem dor nem grande sofrimento, como se alguém se tivesse limitado a sair do palco e a desligar um interruptor.
A Rapariga que Inventou um Sonho de Haruki Murakami (pág. 227)

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