wc de papel

Uma pequena brincadeira com um filtro e um novo fundo.

joão aguiar

Do escritor João Aguiar (1943-2010) apenas li a “A Voz dos Deuses” (1984).
Com apenas 16 anos li fascinado as aventuras de Viriato.

Nesta onda li, e sempre através da biblioteca itinerante Calouste Gulbenkian, “A Casa do Pó” (1986) do escritor Fernando Campos. Acabei por comprar os livros num alfarrabista em Coimbra a preço da chuva; a satisfação dessa leitura está guardada num bom local da minha memória.

Nunca mais viajei por qualquer outra obra destes dois escritores.

green relax

Relax em verde.

uma sensação

São, apenas 09h21 e tenho uma sensação esquisita no fundo do meu umbigo indiciadora de que alguma coisa me escapou e não é a costumeira bola de cotão que o meu umbigo gosta de armazenar.

O que será?

guia prático para cuidar de demónios

“Guia Prático para Cuidar de Demónios, Uma Comédia de Terror” de Christopher Moore foi uma deliciosa descoberta.

A história é surpreendente e bem montada; o terror é verdadeiramente hilariante.
As personagens estão bem delineadas e e a cidade misteriosa de Pine Cove é realmente misteriosa e fantástica.

Adorei o livro e fixei o autor para me preparar para novas comédias? de terror? Ai que medo!

o stop

Sinal de STOP a sossegar encostado a uma parede numa das muitas ruas da Apúlia.

harinama em braga

Bem. A convite de João lá me desloquei a Braga para assistir, sublinho assistir, a um mini-concerto de devotos Vaishnava.

harinama em braga = alegria

A verdade é que, contrariando tudo aquilo que sou – quem me conhece à muito tempo não seria capaz de imaginar que me “exporia” publicamente ao que quer que seja e muito menos ao que muitos chamarão de “cenas” – sentei-me, pedi uma cábula porque descobri que durante este últimos 30 dias deixei-me “levar” pelo som saído dos phones do mp3 e nunca procurei “decorar” o maha-mantra, mas segundos depois estava descontraído, a cantar e a tocar “pandeireta”.

Senti-me bem, sem qualquer tipo de vergonha. Uma das fotos, a primeira que ilustra esta entrada, revela a minha satisfação por estar ali em grupo.

Senti-me bem, sem qualquer tipo de vergonha. Uma das fotos, a primeira que ilustra esta entrada, revela a minha satisfação por estar ali em grupo.

harinama em braga = alegria

Devo ter quebrar em todas as alturas a melodia, mas estava feliz. Não fui verdadeiramente védico, isto é, não executei uma música e/ou canto de uma forma que tenha demonstrado um alto grau de harmonia, graça e beleza musical; tenho conhecimento que música é mais do que barulho e sendo a cultura védica uma busca de perfeição e de elevação eu fui um prego ali no vosso meio, mas estava feliz e isso deve servir de algum consolo a quem se possa ter sentido ofendido com a minha impetuosa intrusão.

Foi o momento mais alto do ano!

Update: 26.05.2010

harinama em braga, em conversa com nityananda

Não posso contudo deixar de acrescentar e salientar, o que por um inocente lapso não foi feito inicialmente, a extrema simpatia, bondade, atenção com que eu e a minha mulher fomos recebidos na casa de Purnamasi. Gostava de ter estado em amena cavaqueira a ouvir alguns ensinamentos, mas a dada altura apercebi-me que a minha mulher estava a olhar para as horas – filhos, pois é. Reconheço o enorme sacrifício que ela fez ao me acompanhar nesta minha busca – a primeira que faço com afinco – da minha “centelha” espiritual quando ela é católica por convicção.

O dia terminou com um delicioso prato vegetariano.

iron and stone

iron and stone.

mais um

Desde que coloquei dois desenhos com alguma ideia do que está desenhado fui hoje sujeito a chantagem – com um simples beijo – para que este desenho fosse virtualizado porque é diferente dos outros todos.

Já se nota a grandiosa habilidade com que ela desgasta qualquer lápis. Não é para todos, tenho de reconhecer.

andorinhas? oops!

Hoje ao subir a Rua de Santa Marta observei uns pássaros ruidosos a esvoaçar loucamente de um lado para o outro. “morcegos a esta hora da manhã? esquisito!”, questionei-me.

A uma segunda aproximação das aves constatei que eram andorinhas. Estamos, efectivamente na natural Primavera e o país em constante Inverno – “ah! aqui está porque pensei inicialmente em morcegos!”, sinto que estou ainda no Inverno com o Governo a morder-me silenciosamente o pescoço à procura de mais umas gotas de sangue.

As andorinhas, essas, continuaram a esvoaçar nas alturas alheias ao Inverno Glacial que se agita nas ruas.