Archive for category: blog

sem agrafos

26 Mai
26.05.2006

Pessoalmente irrita-me estar a agrafar em série e os agrafos acabarem.
Procuro na gaveta por uma recarga e népias, nada de nada.

É a lei de Murphy a funcionar em pleno.

trees i

26 Mai
26.05.2006

Trees near “Escola Secundária de Barcelos”. I apply a ghost filter.

e aconteceu

25 Mai
25.05.2006

Aconteceu-me qualquer coisa; já não posso duvidar. Qualquer coisa que veio à maneira de uma doença, não como uma vulgar certeza, não como uma evidência; que se instalou sorrateiramente, pouco a pouco. A dada altura senti-me um tanto esquisito, algo incomodado, mais nada.
(…)
Produziu-se pois uma mudança durante estas últimas semanas. Mas onde? É uma mudança que não se fixa em sítio nenhum. Fui eu que mudei? Se não fui, então foi este quarto, esta cidade, esta natureza; é preciso escolher.
Acho que fui eu que mudei: é a solução mais simples. A mais desagradável também.

Jean-Paul Sartre, A Náusea
título original: La Nausée
editor: Publicações Europa-América, Colecção Grandes Obras, n.º133, Mem Martins, págs. 11/12
tradutor: António Coimbra Martins
isbn: 972-1-01565-2

para quê lê-lo?

25 Mai
25.05.2006

Se o livro que lemos não nos acorda com um murro no crânio, para quê lê-lo? Para que nos faça felizes, como escreves? Por Deus. Sê-lo-íamos da mesma maneira se não tivéssemos livro nenhum, e, se fosse necessário, poderíamos escrever os livros de que precisamos para sermos felizes. Muito pelo contrário, necessitamos de livros que sobre nós exerçam uma acção idêntica à de uma desgraça que muito nos tenha afligido, tal como a morte de alguém que amássemos mais do que nós mesmos, como se fôssemos proscritos, condenados a viver nas florestas, afastados de todos os nossos semelhantes, como num suicídio – um livro deve ser o machado que quebre o mar congelado em nós. É assim que eu penso.

Frank Kafka, Carta a Pollak, 27 de Janeiro de 1904

Luis Izquierdo, Conhecer Kafka e a Sua Obra
título original: Conocer Kafka y Su Obra
tradução: Manuel Mota
editora: Ulisseia, Lousã, pág. 18

25 Mai
25.05.2006 Meu Deus. Um minuto inteiro de felicidade.
Noites Brancas de Fiódor Dostoiévski

philip k. dick gostamos de ti

24 Mai
24.05.2006

Deckard: I don’t know why he saved my life. Maybe in those last moments he loved life more than he ever had before. Not just his life, anybody’s life, my life. All he’d wanted were the same answers the rest of us want. Where did I come from? Where am I going? How long have I got? All I could do was sit there and watch him die.

citação do filme Blade Runner

Apesar das suas histórias serem intelectualmente desafiadoras e profundamente filosóficas a verdade é que não há outro escritor de ficção-cientifica, aquele tipo de literatura ainda considerada de “pobre” por muita boa gente, que seja tão amado por Hollywood como Philip K. Dick.

Mesmo assim, foram precisos 30 anos de escritos de Philip K. Dick para a “máquina de sonhos” compreender que pode haver ficção-científica rentável sem criaturas exóticas e sem grandes batalhas espaciais. Há mais ficção-científica para lá de Star Wars e Star Trek.
A novela “Do Androids Dream of Electronic Sheep” foi a inspiração para “Blade Runner” realizado por Ridley Scott.

Philip K. Dick passou a grande parte da sua vida profissional no limiar da pobreza e quando finalmente percebeu que podia enriquecer com os seus trabalhos faleceu com 53 anos de idade, sem ter assistido ao lançamento de “Blade Runner” (1982).

“Blade Runner” apesar de hoje ser considerado uma grande obra cinematográfica não teve o seu sucesso da noite para o dia. Foi apenas com sua edição “Director’s Cut” que “Blade Runner” revelou a sua potencialidade.
Se “Blade Runner” ainda pode ser um filme desconhecido por uma grande parte do público o mesmo já não se pode dizer de outros filmes baseados nos trabalhos de Philip K. Dick:
Total Recall (1990) – baseado em “We Can Remember It For You Wholesale”. “Total Recall” foi também adaptado numa série televisiva em 1999 com o nome de “Total Recall 2070” (22 episódios).
Minority Report (2002) – baseado em “Minority Report”
Paycheck (2003) – baseado em “Paycheck”

poster, a scanner darkly

poster, a scanner darkly

Outros filmes:
Confessions d’un Barjo (1992) – baseado em “Confessions of a Crap Artist”
Screamers (1995) – baseado em “Second Variety”
Impostor (2002) – baseado em “Impostor”

E tudo isto por que foi noticiado que mais um conto de Philip K. Dick vai ser adaptado ao cinema.
Assim em 2007 poderemos assistir ao filme Next ( baseado no conto: “The Golden Man”) e A Scanner Darkly (baseado na novela com o mesmo nome) ainda este ano.


mais infornações em philipkdick.com e imdb.com

bonecos v1.0

20 Mai
20.05.2006

Bonecos ainda existentes numa estante do quarto do meu filho mais velho.

dino 2.0

20 Mai
20.05.2006

a dino that is used by my son as a decoration in one of my bookshelves.

dino 1.0

20 Mai
20.05.2006

a dino that is used by my son as a decoration in one of my bookshelves.

toys iii

20 Mai
20.05.2006

Bonecos do meu filho mais velho. Bonecos a descansar nas estantes. Pó acumulado.

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