alarme carla

A minha mulher tem um relógio tão biologicamente apurado que quando é preciso acordar às 08h00 ela acorda às 07h59 a tempo de parar o despertador. Se é necessário acordar às 09h15 ela acorda às… 09h14. É um espanto só compreensível pela sua perfeita união com o cosmos. Admiro-a, venero-a, pela sua capacidade de derrotar semanalmente o despertador.

Eu não tenho esta capacidade de super-herói. Comigo o despertador vence sempre – nunca o ouço. Já tentei com dois despertadores preparados a disparar o alarme com um intervalo de 5 minutos; saio sempre derrotado. Ainda tentei com três despertadores – desiludido fiquei eu outra vez (the Yoda way). Não tenho relógio biológico ou este está sem pilhas. Ou estou de tal forma habituado ao alarme Carla que o meu relógio biológico entrou em remissão.

Na noite de sexta-feira para Sábado dormi sobressaltado. A minha mulher estava ligeiramente adoentada e não podia contar com ela para me acordar.
Disse-lhe corajosamente: “relaxa que eu acordo. no problem. é sábado. além do mais fui eu que marquei o encontro.”

Adormeci com tamanho pavor de me perder no sono que não dormi nada: acordei às 04h15, às 05h45, às 06h36, às 07h24, às 08h50, às 09h10 e nessa altura levantei-me a guindaste e preparei-me para a reunião das 10h00. Sempre que não posso contar com a máquina Carla o meu sono é sempre sobressaltado.
Se me deitar relaxado, sem a preocupação de me levantar, escapo a qualquer despertador; é como se a fase 3 do meu NREM estivesse em constante replay?

Sou um sério caso de estudo!

passo acelerado

Passo acelerado. Ainda do carnaval de 2010.

os primeiros desenhos, desenhos?

Os dois primeiros desenhos com alguma? qualidade? do rebento de três anos.
O primeiro é o Shrek o segundo o homem da neve.

homem da neve

buraco

E porque não? um pouco de verde em cimento.

um caracol em macro

Um outra perspectiva dos meus caracóis.

o facão!

Como disse no post anterior estou mais uma vez na posse de uma arma branca que me deliciou na minha adolescência. Não serviu apenas para descascar fruta, mas igualmente com símbolo de terror e de imposição de vontades.

Nem sem durante quanto tempo, meses acho eu, andei a cobiçar “o facão” até que me foi oferecido pelo meu tio João, certamente cansado com as minhas constantes pedinchices .

não acredito

teco sem-rabo e o fantasma

teco sem-rabo

Nem estou em mim. Descobri por pura casualidade os meus mais antigos textos. Poemas e contos? de 1985/1986.
Estavam num baú cheio de artigos diversos, como, por exemplo, algumas medalhas de torneios de xadrez que participei.
Vi-me novamente com os meus deliciosos livros do “Teco Sem-Rabo”, com texto de Gösta Knutsson e ilustrações por Lisbeth Holmberg-Thor, de 1976 – tinha eu 8 anos. E estou a empunhar uma arma branca da minha adolescência, oferendo do meu Tio João.
Entre poemas e contos? descobri os meus artigos de cariz político publicados no “Barcelos Popular” entre 1987-1992 sensivelmente.

Mas entre todos estes e outros tesouros tenho ao meu lado a minha primeira banda desenhada: “O Gigante das Barbas de Oiro”, edição de Portugal Press (1973) tinha eu apenas 5 anos, mas já sabia ler – andei em explicações privadas para entrar directamente para a 2ª classe e assim acompanhar a minha irmã que é mais velha do que eu um ano. O que estava a escrever!

Vou dando-me notícias.

the park

No parque da cidade de Barcelos.

o espermograma ou a recolha mecânica de esperma

Tirei a manhã porque o “casulo” que guardou o meu esperma teve de ser entregue até às 11h30 e nunca após terem passado duas horas da recolha – foi um trabalho mais que cronometrado.

Pensei que a “recolha” ia ser uma uma masturbação a duas mãos, mas as férias começaram e os filhos andam a fazer o que fazem melhor… a ferrar-me os joelhos – e ao descobrirem, anormalmente, o pai em casa de manhã, tive de refugiar-me no quarto de banho para um “solo mio“. Deve ter havido a libertação de quaisquer feromonas para que a populaça juvenil estivesse já acordada a horas pouco habituais; afinal a ideia de um coitus interruptus versão frasco de plástico foi destruída – cheque-mate!

Quando tinha 14 anos bastava pensar nas mamas da Edwige Fenech, agora diz-se seios!, mas na altura eram mamas e tetas os vocábulos popularizados, para a ejaculação sair fluída e sem qualquer negativismo Krishna. Com o barulho matinal não consegui atingir o relaxe perfeito adequado para a “recolha” e as batidas ritmadas na porta do quarto de banho seguidas dos gritos “paiiiiiiiiii o que estás a fazer???! caís-te!!…….”, “mãe o paiiiiii, nunca mais sai do quarto de banho” – a resposta da minha mulher “deixem o pai em paz, ele está com cólicas” mitigava os avanços contra a porta do maior vampiro que tenho em casa: a minha filha de 3 anos que após ranger os dentes, colocar os dedos em posição de garras e verbalizar uma onomatopeia rrrrrrrrrhhhhhhh afirma “sou mesmo um vampiro maléfico”.

Claro que nesta aventura a minha mulher ajudou-me imenso; as sua frases, ditas quando os miúdos estavam afastados do meu refúgio, foram o meu ânimo “então solitário como corre a brincadeira?”, “queres que coloque alguma música? ou que queime incenso?… já sei, uma dança!?” ou esta frase que revela incontestavelmente o quanto ela me ama “isso tem de ser entregue até às 11h30! por isso…”

A verdade é que já com alguma calosidade consegui cuspir, com alguma glória e quanto basta, esperma para o frasco de recolha.
Terminou. Espero que o resultado seja a ausência total de espermatozóides.

one flower

one flower.